22 de abril de 2017 • 8:06 am

Brasil

Depois das delações da Odebrecht, Aécio Neves desaparece do Senado

Segundo o Estadão, na planilha da Odebrecht o senador tucano é o “Mineirinho”

Por: Da Redação
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Envolvido em 5 inquéritos da Lava Jato, a partir da lista do Ministro Edson Fachin, o senador Aécio Neves (PSDB), ex-candidato a presidente da República, desapareceu do Senado Federal, segundo o jornal Estadão.

Asessores dizem que ele foi preparar a defesa dos inquéritos que responde, depois da delações dos executivos da Odebrecht.

Aécio Neves: sumiu da cena política

Entre os inquéritos contra Aécio autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, está o recebimento de propina da Odebrecht no valor de R$ 7,3 milhões.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, autora do pedido, dois delatores da Odebrecht apontaram, por meio de declaração e prova documental, o pagamento, em 2010, de “vantagens indevidas” no total de R$ 5,5 milhões, a pedido de Aécio.

Em outro inquérito, Aécio é investigado ao lado do deputado Dimas Fabiano (PP-MG). O pedido é baseado nas colaborações premiadas de BJ e de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira. Segundo o Ministério Público, os delatores “apontam, por meio de declaração e prova documental, que, em 2014, pagaram, a pedido do Senador Aécio Neves, vantagens indevidas a pretexto de campanhas do próprio Senador à presidência da República e de vários outros parlamentares, como Antonio Anastasia, Dimas Fabiano e José Pimenta da Veiga Filho”.

O terceiro inquérito investiga relatos de pagamento de propina a Aécio vinculados à construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Os pagamentos teriam sido feitos em conjunto com outra empreiteira investigada pela Lava Jato, a Andrade Gutierrez. Os repasses teriam sido feitos em parcelas de R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

Segundo os delatores, Aécio seria o “Mineirinho” da planilha do setor de propina da empreiteira.

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