13 de setembro de 2017 • 9:12 am

Educação » Política

Deputado critica descumprimento do Plano Estadual de Educação

Para Bruno Toledo, Escola Estadual teria desrespeitado plano apresentando aos alunos projeto sobre sexualidade e gênero

Por: Da Redação com Assessoria
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Uma espécie de ‘caça às bruxas’ em relação às questões de sexualidade e gênero já começou, em Alagoas, sob a égide do polêmico Plano Estadual de Educação de Educação. O deputado Bruno Toledo (PROS) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira, 12, para cobrar uma posição do Parlamento contra a Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, na cidade de São José da Tapera, que teria desrespeitado o Plano, apresentando aos seus alunos um projeto denominado “Diário de Gente – Sexualidade e Gênero”.

Bruno Toledo comentou sobre descumprimento em São José da Tapera

De acordo com o deputado, o professor e psicólogo Daniel Macedo fez um projeto onde os meninos usaram maquiagem, roupas femininas e pintaram as unhas e as meninas usaram roupas masculinas para ilustrar questões ligadas a sexualidade e a orientação de gênero.

“Será que é desta forma que combatemos o preconceito? É essa falácia de combater preconceito promovendo esse tipo de comportamento em escolas?”, questionou o deputado, alegando que é preciso que se cobre que as leis aprovadas na Assembleia sejam respeitadas. O deputado também apontou algumas medidas que a Assembleia Legislativa pode tomar.

“É preciso provocar outras instituições e a comissão disciplinar da secretaria de Educação sobre o que foi feito. Por fim, caso não tenhamos nenhuma providência clara sobre este assunto, podemos solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, já que o que aconteceu nesta escola em São José da Tapera é um desrespeito ao Plano Estadual de Educação”, disse.

Ministério Público

O deputado Antonio Albuquerque (PRTB) observou que o Plano Estadual de Educação virou lei e foi sancionado e que qualquer questão a este respeito deve ser feita no âmbito judicial.

“A atitude deste professor é passiva de uma ação, inclusive de natureza policial, por meio do Ministério Público”.

O deputado Rodrigo Cunha (PSDB), também em aparte, destacou que a Casa não é responsável pela conduta do professor. “Acredito que cabe agora à Assembleia Legislativa provocar o Ministério Público e fazer uma indicação para à Secretaria de Educação. Acredito que isso não é uma prática corriqueira das escolas, mas é importante que não haja nenhum tipo de impunidade”, disse.

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