16 de junho de 2016 • 12:21 am

Política

Deputados reagem a ação policial. Assembleia emite nota

Policia Civil cumpriu mandado de busca de atestado médico do deputado Marquinhos Madeira

Por: Da Redação com Assessoria
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A açao policial realizada na manhã desta quarta-feira (15), sob comando do delegado Denisson Albuquerque, do 7º Distrito Policial, junto com a equipe do Tático Integrado de Resgates Especiais (Tigre), na Assembleia Legislativa, deixou indignados os parlamentares. Foi o que ficou claro nos pronunciamentos feitos durante a sessão ordinária de hoje.

O delegado cumpriu mandado de busca e aprensão com foco em um atestado médico emitido em 2012 – para fundamentar um pedido de licença do deputado Marquinhos Madeira, por um período de 130 dias. Nesse tempo ele foi substituído pela suplente Patricia Sampaio.

O deputado Ronaldo Medeiros (PMDB) repudiou a forma como foi conduzida a operação e considerou-a desproporcional. “Uma operação totalmente desnecessária, tanto pelo quantitativo de policiais presentes, quanto pela forma como foi feita”, declarou Medeiros.

O atestado médico, objeto da busca e apreensão, foi apresentado pelo deputado Marquinhos Madeira como justificativa de licença por um período de 130 dias, em maio de 2012, portanto, na legislatura passada. “Foi alegado que a solicitação do documento já havia sido feita diversas vezes e que o mesmo não havia sido encaminhado”, destaca o parlamentar.

“A atual Mesa Diretora nunca recebeu um pedido sequer de cópia desse atestado”, contou Ronaldo Medeiros. Ele se disse indignado e observou que uma operação como essa não só expõe o deputado citado, mas todo o Poder Legislativo.

“Se tivessem chamado o deputado (Marquinhos Madeira) ele teria levado esse documento tranquilamente. Não era necessário fazer esse carnaval, expor todo um Poder, numa demonstração de força, de arrogância para se buscar um atestado médico”, ressaltou Medeiros, informando que, na condição de líder do Governo na Casa, irá levar o caso ao Executivo.

O chefe do Legislativo, deputado Luiz Dantas (PMDB) também se solidarizou com Marquinhos Madeira e observou que se a solicitação da autoridade policial tivesse chegado, a atual Mesa Diretora teria concedido com tranquilidade. “Concordo com o deputado Ronaldo Medeiros, quando diz que um oficial de Justiça seria o bastante e não um batalhão de policia, só vindo fazer estardalhaço desnecessário, exagerado para vir buscar um atestado médico aqui na Assembleia”, disse Dantas.

A Mesa Diretora elaborou e publicou uma nota contrária a essa ação. “Somos um Poder estabelecido e temos trabalhado com responsabilidade em todos os sentidos”, destacou o chefe do Legislativo alagoano.

Galba Novaes (PMDB) e Cícero Cavalcante (PMDB) também contribuíram com o pronunciamento de Ronaldo Medeiros. “Senti a sensação de uma operação de guerra quando cheguei aqui pela manhã. Fiquei temeroso com o que poderia estar acontecendo. Perdeu-se o respeito por esta Casa”, avaliou Loiola, dizendo estar indignado com o ocorrido

NOTA OFICIAL

Diante da operação de busca e apreensão de atestado médico do deputado Marquinhos Madeira, fruto de mandado expedido pela vice-Ppresidência do Tribunal de Justiça, a Mesa Diretora presta esclarecimentos à sociedade alagoana:

1-Tão logo tomou conhecimento, a Presidência da Casa acionou sua Chefia de Gabinete para atender à demanda constante no mandado judicial;

2-Surpresa, a Mesa Diretora atual acentua desconhecer a procura por tal atestado, e que nunca foi acionada para atender essa demanda da Justiça;

3-O fato teve origem na legislatura passada, em relação ao qual o parla-mentar, alvo da investigação, exercitará seu direito de defesa;

4-Tais razões levam a Mesa Diretora a concluir que a operação foi açodada e desnecessária, pois o comando da atual legislatura prima pela legalidade e transparência;

5-Na relação com os demais Poderes do Estado, reafirma o princípio da harmonia, do respeito e da independência, sem jamais abrir mão da defesa de suas prerrogativas legais e constitucionais.

Maceió, 15 de junho de 2016.

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