4 de novembro de 2015 • 10:59 am

Maceió

Desabamentos no Pam Salgadinho desmentem a versão do ponto eletrônico

Relatório denuncia descaso da Prefeitura de Maceió desde junho. Instituições silenciaram

Por: Da Redação
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Desabamentos: uma constante.

Desabamentos: uma constante.

Quando os médicos do PAM Salgadinho entraram em greve o prefeito Rui Palmeira (PSDB) logo acusou a todos de realizarem um movimento por causa do “ponto eletrônico” que a Prefeitura instalou no posto. Os médicos rebateram e denunciaram o caos absoluto no local, que não oferece a mínima segurança para o exercício profissional.

Ficou a palavra do prefeito contra a dos médicos e agora a sociedade passa perceber que os servidores do PAM tinham  razão. O descaso do governo municipal para com o posto é tamanho que as salas estão desabando.

Ontem, 03, desabou o teto de uma das salas. A sorte é que foi de manhã logo cedo, quando não havia movimento e por isso não atingiu ninguém, uma vez que a sala servia como consultório de atendimento médico. Mas, já em agosto, segundo o Sindicato dos Médicos já havia desabado o teto de um centro cirúrgico.

Relatório – Mas o problema do descaso e da falta de respeito da Prefeitura de Maceió com os servidores do PAM e o próprio prédio é anterior ao desabamento de agora. Em junho o Sindicato dos Médicos enviou um relatório ao Ministério Público denunciando o caos no posto, que fica localizado às margens do riacho Salgadinho.miniatura

O relatório denunciou à época graves problemas estruturais no prédio e dizia das constantes ocorrências de desabamento de teto das salas de pequenas cirurgias  e de incêndios ocorridos em dois blocos. Relatou-se ainda ao MP que em vários blocos, o piso estava  afundando. Além do risco à segurança de quem trabalha, os danos à saúde da população também estavam configurados.

Foi denunciado também ao MP que  o prédio “apresenta vazamentos e infiltrações em vários pontos do teto, das paredes e do piso. Encanamentos de águas servidas vivem entupidos, a maioria dos banheiros está interditada e consultórios não funcionam por conta da falta de água ou de vazamento nas torneiras. As instalações elétricas também são precárias – antigas, subdimensionadas e sem manutenção”.

O mesmo relatório encaminhado ao MPE/AL, o Sindicato dos Médicos  também por meio de ofícios ao Corpo de Bombeiros Militar, CREA  e a Defesa Civil, solicitando vistoria do prédio para avaliação de riscos. O curioso é que só  o Conselho de Engenharia respondeu,  alegando que só fiscaliza obras, o que impediria a fiscalização no prédio do PAM Salgadinho. As demais instituições silenciaram

 

 

Deixe o seu comentário