18 de janeiro de 2017 • 8:28 am

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Desafio de Renan Filho: fazer de 2017 o ano de encher os olhos do povo

Por ser este um ano pré eleitoral, o governo terá que maximizar suas ações

Por: Marcelo Firmino
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O governador Renan Filho (PMDB) tem um desafio e tanto pela frente neste 2017. Precisa fazer deste o ano do seu governo. Não se pode dizer que não há trabalho na gestão, mas terá que fazer muto mais, principalmente por ser a véspera de 2018.

Renan Filho: navegar bem é preciso.

Nesse desafio não pode haver meio termo. É avançar nas obras e fazer política. Precisa encher os olhos da população com realizações concretas que o ano pede, as demandas exigem e povo absorve como ação de governo maximizadas.

Sem isso, enfrentará dificuldades políticas para seu projeto de reeleição. Tem que ser agora por que no próximo ano, o último do mandato, em se tratando de ano eleitoral, as limitações legais dos gestores serão amplas, gerais e quase irrestritas. Principalmente para reverberar os feitos.

Imagine que o adversário dele na próxima eleição, o prefeito Rui Palmeira (PSDB), tratou no fim do primeiro mandato de propagar que fez as UPAs de Maceió. Não fez nada. Mas, usou a máxima de Joseph Goebbels, que diz “uma mentira repetida mil vezes se torna uma verdade”. Deu certo a reverberação.

O governo de RF tem os planos, as armas, o apoio federal e o entusiasmo do próprio para seguir em frente. Mas até alcançar o objetivo com essa onda política que assola o País vai precisar de ampla dedicação ao projeto político pensado.

Claro que ele sabe de tudo isso, afinal é o governador do Estado, conhece bem as águas navegadas desde que ganhou seu primeiro caiaque para navegar nas enchentes de Murici. Sabe inclusive que o nível de cobrança dos aliados aumenta consideravelmente nesse momento e que nem todos os aliados são fiéis ao projeto. Viu isso nas eleições municipais do ano passado, quando em Maceió, teve peemedebista que não votou no candidato a prefeito do partido, como no interior também aconteceu a mesma coisa.

Sabe ainda que um dos gargalos da administração é a saúde pública. Não apenas pela falta de medicamentos para atender as demandas sociais, mas, também, por ser a pasta a menina dos olhos da classe política, que, com frequência, vive a pedir a cabeça da atual gestora da pasta, Rosângela Wyszomirska, exatamente pela falta de cintura no jogo político. Tudo isso faz parte do contexto político.

O certo é que o ano passa rápido e o governador tem pouco tempo para fazer a gestão  ideal e confortável. Mas só ele, com as ferramentas que tem em mãos, pode dar celeridade na execução dos seus planos e assim montar o cenário ideal para o futuro.

O ano é este. Navegar é preciso e encher os olhos é necessário.

 

 

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