30 de Janeiro de 2018 • 9:00 am

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Desconfiado, Rui Palmeira vive dilema da candidatura ao governo

Prefeito até pensa em largar o mandato e se candidatar, mas no meio do caminho há uma pedra.

Por: Marcelo Firmino
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O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) vive o dilema “shakeaspeariano” do seu atual momento político. Ser ou não ser candidato a governador de Alagoas é a questão.

Um amigo do bloco político do prefeito disse esta semana em uma conversa de bar que Rui anda desencantado com o trabalho na Prefeitura, mas justamente por que não pode fazer tudo o que imaginou e prometeu a população.

Por isso mesmo estaria até com vontade de largar o mandato e se candidatar a governador, para enfrentar nas urnas o ex amigo Renan Filho (PMDB), este candidato a reeleição.

Rui Palmeira: ser ou não ser?

Só que entre  a vontade e a decisão há um  caminho pedregoso e de arestas afiadas, as quais ainda não aliviaram para a manifestação entusiasmada de uma candidatura. E ele é pressionado por todos do seu grupo que têm mandato e querem manter seus postos políticos pós 2018.

Um dos que mais lhe atiça é o senador Benedito de Lira, que sonha com mais 8 anos de mandato no bem bom do Planalto.

Pela cabeça de Rui, segundo o amigo fraterno do prefeito, passa a história de que todos querem um palanque e um compromisso firmado para serem eleitos. No entanto, não há garantia de que uma vez saindo da Prefeitura para disputar as eleições esse compromisso em torno do seu próprio nome se sustente.

Ou seja, se Rui se desincompatibiliza para ser candidato a governador quem assume o comando da capital até 2020 é justamente o enteado do senador Benedito de Lira, Marcelo Palmeira, que é o vice-prefeito.

Eis, portanto, uma imensa pedra no meio do caminho. A questão que se coloca é o nível de prioridade que o vice no exercício do cargo de prefeito passará a ter no processo eleitoral. A prioridade será eleger Rui ou padrasto Biu de Lira?

Essa resposta o atual prefeito ainda não obteve. E assim, meio desconfiado e com razão, Rui Palmeira chegou a propor ao senador Benedito que forme à chapa como candidato a vice-governador, por que aí a prioridade de Marcelo Palmeira seria única.

Mas, matreiramente, Lira fugiu da conversa como o diabo fugiu da cruz.

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