28 de março de 2017 • 9:52 am

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Devassa da Federal no TCE busca provas da Operação Rodoleiro

Rosa Albuquerque, presidente da Corte: sem compromissos com os erros dos outros no passado

Por: Marcelo Firmino
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A presidente do Tribunal de Contas de Alagoas (TCE), conselheira Rosa Albuquerque, tem vivido dias de angústia à frente da corte em função dos inúmeros conflitos que tem para administrar. E quando imaginava que tudo iria entrar nos eixos, após conversas para aparar arestas internas, vem a Polícia Federal, invade o setor de Recursos Humanos da casa e faz apreensões de documentos. É a surpresa desagradável que choca e desnorteia.

Haras investigado no processo da Rodoleiro.

Obviamente, nada a ver com a administração dela. Mas, tudo a ver com o passado da Operação Rodoleiro que envolve conselheiros antigos e figurinhas carimbadas da corte que já haviam sido denunciadas à Justiça Federal.

Serena e determinada, Rosa Albuquerque está disposta a passar a corte a limpo, conforme tem revelado a auxiliares mais próximos. Acobertar os erros de outros, principalmente de gestões anteriores não está no roteiro de sua gestão, segundo declarou um assessor do gabinete.

O grande problema é que, a cada investida de fora para dentro, como a ação da PF de hoje, gera uma inquietação generalizada na casa e os efeitos disso acabam respingando em tudo e em todos.

Na operação da PF, nesta terça-feira, 28, a orientação foi contribuir ao máximo para esclarecer os fatos. Começando agora a sua administração, Rosa Albuquerque não quer vinculação em nenhuma hipótese com os obstáculos do passado, considerando que, em se tratando de ser a primeira mulher a presidir o Tribunal de Contas, pretende ser um exemplo para todas as administrações que já passaram na casa.

E que assim seja.

Rodoleiro – A Operação Rodoleiro apura. desde 2012, rombo de R$ 100 milhões dos cofres do TCE . O caso envolve desvios de recursos da folha de pagamento, sonegação à Receita Federal e enriquecimento ilícito de servidores, gerentes de bancos e dois conselheiros que foram denunciados recentemente pelo Ministério Público Estadual. Consta no processo que alguns servidores envolvidos usaram recursos da corte para comprar fazendas e manter haras com cavalos de raça.

Os fatos investigados agora têm relação com o período de 2007 a 2010.

 

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