4 de setembro de 2017 • 12:17 pm

Política

Diap inclui Arthur Lira entre os 100 mais influentes do Congresso Nacional

Em sua 24ª edição, lista dos “Cabeças” inclui ainda dois senadores alagoanos. Entidade também faz referência a parlamentares envolvidos na operação LavaJato.

Por: Bleine Oliveira
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O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)*, divulgou nesta segunda-feira, 4, a lista 2017 dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. É a conhecida lista dos “Cabeças”, ou seja, dos 100 deputados e senadores que influenciam as decisões na Câmara Federal e no Senado.

Estes são definidos pelo Diap como “parlamentares que conseguem se diferenciar dos demais, caracterizando-se como protagonistas do processo legislativo”. De Alagoas, aparecem os nomes de dois senadores e um deputado federal.

O levantamento inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, de fevereiro a julho de 2017. Você goste ou não, querido leitor, os parlamentares alagoanos que estão na lista dos 100 mais influentes do Congresso são o deputado Arthur Lira (PP), e os senadores Fernando Collor (PTC) e Renan Calheiros (PMDB).

Vamos começar pelo deputado Arthur Lira. Ele é visto pelo Diap com articulador, ou seja, parlamentar “com excelente trânsito nas diversas correntes políticas, cuja facilidade de interpretar o pensamento da maioria os credencia a ordenar e criar as condições para o consenso”.

Para caracterizar o articulador, o Diap diz que este exerce “um poder invisível entre seus colegas de bancada, sem aparecer na imprensa ou nos debates de plenários e comissões”. Não são necessariamente eruditos, intelectuais, mas possuem instinto político e o dom da síntese.

O Diap ainda destacou o deputado Arthur Lira na relação dos parlamentares que pela primeira vez estreiam entre os mais influentes do Congresso Nacional. São parlamentares “com mais de um mandato, o que sinaliza a maturidade política como elemento importante para ocupar postos chaves de comando na atividade legislativa”.

O deputado federal alagoano, líder do PP e do Bloco Parlamentar PP, Pode e PTdoB, saiu da lista “Em Ascensão” no ano de 2016, entrando  para o seleto grupo dos mais influentes do Parlamento brasileiro em 2017.

Já o senador Fernando Collor aparece como formador de opinião. É aquele que o Diap define como “parlamentar que, por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, é chamado a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância”. Ainda segundo a entidade, são experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso, têm visão abrangente dos problemas do País, e sua opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares.

O “Cabeça” formador de opinião “é discreto na forma de agir, evitando se expor em questões menores do dia-a-dia do Legislativo. Preferem as decisões de bastidores, onde exercem real poder. Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso. São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram”.

O senador Renan Calheiros é definido como “Cabeça” debatedor, ou seja, está entre os parlamentares “ativos, atentos aos acontecimentos e principalmente com grande senso de oportunidade e capacidade de repercutir, seja no plenário ou na imprensa, os fatos políticos gerados dentro ou fora do Congresso”.

Para o Diap, debatedor é, por essência, um parlamentar extrovertido, que procura ocupar espaços e explorar os assuntos que possam ser notícia. Exercem real influência nos debates e na definição da agenda prioritária. O debatedor, “com suas questões de ordem, de encaminhamento, discussão de matérias em votação, obstrução do processo deliberativo, dominam a cena e contribuem decisivamente na dinâmica do Congresso. São os parlamentares mais procurados pela imprensa”.

Os pés na Lavajato

O Diap não esqueceu que muitos dos “Cabeças” estão com os pés e as mãos na operação “LavaJato”, inclusive denunciados pelo Ministério Público.

Por isso, a entidade esclarece que na definição da lista não são considerados critérios éticos-morais. “Assim, o fato de ser influente não significa, necessariamente, que utilize sua influência apenas para o bem”.

Vai mais longe o Diap ao declarar que, “embora a maioria absoluta seja formada por parlamentares corretos e honestos, verdadeiramente preocupados com o interesse público e que pautam suas atuações por princípios republicanos, há exceções e entre estas existem alguns que não seguem necessariamente esses princípios, a julgar pelas investigações a cargo do Ministério Público”.

E lembrou que “um diagnóstico comum aos que fogem à regra de respeito aos princípios éticos, sendo ou não influente, está relacionado com a prática de captação ilegal de recursos financeiros, seja para financiar ou cobrir despesas de campanha, seja para o enriquecimento ilícito. Os custos de campanha, em grande medida, têm sido utilizados como pretexto para esses desvios de conduta”.

Na publicação 2017, o DIAP divulgou um levantamento incluindo parlamentares que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, estão em plena ascensão. De Alagoas, aparecem os deputados Givaldo Carimbão (PHS), e Ronaldo Lessa (PDT). Segundo a pesquisa, se mantiverem a atual trajetória ascendente, podem estar futuramente na elite parlamentar.

Para que você, leitor, faça sua própria avaliação dessa lista, segue o link com os dados completos da 24ª edição da pesquisa “Os mais Influentes do congresso 2017”.

http://www.diap.org.br/images/stories/Cabecas%202017%20-%20material%20imprensa.pdf

* Fundado em 19 de dezembro de 1983, para atuar junto aos poderes da República, em especial no Congresso Nacional, o Diap é constituído por cerca de mil entidades sindicais de trabalhadores ( centrais, confederações, sindicatos e associações), de todo País.

Com informações do Diap

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