20 de junho de 2016 • 10:56 am

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Semana começa agitada, em Brasília

No centro do Poder, tudo pode acontecer nas próximas horas, entre delações, reuniões, acordos e decisões que podem dar novos rumos à crise vivida pelo país

Por: Da Redação
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A semana promete: Em Brasília, as agendas políticas e institucionais – do Legislativo, do Executivo e do Judiciário – estão repletas de reuniões e votações que podem definir, nas próximas horas e nos próximos dias, novos rumos para a crise política do país.

Após uma semana não menos agitada, em que denúncias do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, respingaram na figura do presidente em exercício, Michel Temer, as expectativas, esta semana, voltam-se para a possibilidade de novas denúncias contra políticos, que podem resultar na queda de novos ministros do Governo. Também em pauta, definições importantes sobre ajuda do Governo Federal aos estados, decisões de peso no Congresso e julgamentos polêmicos no Supremo Tribunal Federal (STF).

E, por outro lado, também está prevista uma reunião entre a presidente-afastada, Dilma Rousseff, o PT e partidos aliados e os movimentos sociais, na busca da construção de uma carta de compromissos a ser executada, caso ela volte ao comando do governo.

Segunda-feira

Pra começar, nesta segunda-feira (20), Temer recebe, no Palácio do Planalto, governadores de todo o país para discutir, com a equipe econômica, a situação das dívidas dos estados. E os governadores veem com sede e cheios de expectativas. Depois que o governo federal acenou com a liberação de quase R$ 3 bilhões para ajuda financeira ao governo do Rio de Janeiro – que decretou estado de calamidade pública em razão da situação negativa de suas contas – eles esperam tratamento isonômico.

Vai ser difícil ao governo central dizer não aos demais governantes. Porém, o sim pode custar muito caro, com aumento significativo nas despesas da União, e essa é a grande preocupação que vai permear o encontro.

Também nesta segunda-feira, Temer receberá o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir a retomada da chamada Agenda Brasil no Legislativo, formada por matérias referentes ao desenvolvimento da economia. O governo tem pressa e a intenção é buscar um consenso sobre a pauta prioritária e a condução das votações, mas sabe que não será fácil.

Renan já deixou clara a sua opinião de que esse tipo de matéria só deveria ser avaliado pelo Congresso depois que for definido o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Terça-feira

Na terça-feira (21), as atenções estarão voltadas para um possível pronunciamento do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com o pedido de cassação na agulha, prestes a ser votado, ele mobilizou seu stafs e deixou no ar que amanhã é dia de decisão – não se sabe o que. Dele, tudo se pode esperar: desde um novo artifício para se manter por mais tempo na corda bamba;  uma bomba em forma de denúncias; ou até mesmo a renúncia, o que é menos provável – pela astúcia já demonstrada até agora. Só o amanhã dirá.

No paralelo, Dilma Rousseff também estará em cena. Ela vai receber, no Palácio da Alvorada, aliados políticos de vários partidos, assessores e ex-integrantes de sua equipe de governo para discutir com representantes dos movimentos sociais a construção de uma espécie de pacto nacional – uma carta de compromissos que vai permear a continuidade do seu governo, caso o impeachment não se consolide e ela volte a governar o país. Um dos itens desse compromisso, que tem ganhado força nas discussões internas, é o encaminhamento da proposta de um plebiscito sobre a realização de novas eleições presidenciais.

Quarta-feira

A partir do dia 22, o foco das atenções passa a ser o STF e o possível julgamento de uma segunda ação, com pedido para transformar o deputado Eduardo Cunha em réu. Há outras decisões importantes na Corte maior do país, entre elas a questão da decretação de prisão para condenados em primeira instância, sem que tenha existido o trânsito em julgado da sentença, uma demanda que vem sendo cobrada, principalmente, pelos operadores da Justiça.

Enquanto isso, na Câmara, uma audiência pública com diretores, ex-diretores, jornalistas e especialistas vai discutir, na quarta-feira, o fim da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). E ainda tem, na Comissão Mista de Orçamento, o início da discussão sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que vai nortear o orçamento da União para 2017.

Mais Ações

No Senado, a comissão especial do impeachment também acompanha, esta semana, os trabalhos de peritos designados para fazer uma auditoria contábil das contas da presidente Dilma Rousseff. Os técnicos indicados têm prazo para entregar esse trabalho até o próximo dia 27 (segunda-feira da próxima semana).

E no paralelo, alimenta-se a expectativa da decisão do presidente da casa, senador Renan Calheiros, se acolhe ou não o pedido de impeachment do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Vamos acompanhar.

  • Com informações da Rede Brasil Atual

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