1 de Maio de 2016 • 11:00 pm

Política

Dilma diz que fica. E acusa opositores de impedir o combate à crise

Em ato público em homenagem ao Dia do Trabalhador, em São Paulo, presidente anuncia reajuste do Bolsa Família e da tabela de Imposto de Renda

Por: Da Redação
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Em São Paulo, num discurso de meia hora durante as comemorações ao 1º de Maio – Dia do Trabalhador – a presidente Dilma disse que vai resistir “até o fim”. Disse mais: que a oposição impediu o país de combater a crise e o desemprego e insistiu na tese de golpe, referindo-se ao impeachment. “Se não tem base para o impeachment, o que é que está havendo?”, questionou.
E levou a história mais adiante: “Como não tenho conta no exterior, nunca recebi dinheiro do povo brasileiro, nunca recebi propina e nunca fui acusada de corrupção, eles tiveram de inventar um crime”, afirmou a presidenta, comparando medidas implementadas no seu governo e no de Fernando Henrique Cardoso. Ela afirmou ter feito 100 decretos de suplementação, enquanto o Governo FHC fez 101 e disse que a questão está sendo tratada com dois pesos e duas medidas
“Para ele, não era golpe nas contas públicas. Para mim, é golpe. Dois pesos e duas medidas. Eles não têm do que me acusar. É constrangedor”, afirmou a presidente.
Dilma fez referência direta ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo ser ele o principal agente para desestabilizar o governo. “Não aprovaram nenhuma das reformas que nós propúnhamos. Apostaram sempre contra o povo brasileiro. São responsáveis pelo fato de a economia brasileira estar passando por uma grave crise”. Segundo a presidenta, Cunha passou a ameaçar com o impeachment, após o PT se recusar a dar votos para livrá-lo de um processo de cassação”.
A presidente acusou seu opositores de estarem propondo “O fim da política de valorização do salário mínimo, que garantiu aumento real de 76% acima da inflação. Querem acabar com o reajuste dos aposentados. Querem transformar a CLT em letra morta e privatizar tudo o que for possível. A primeira vítima dessa lista é o pré-sal. Eles querem acabar com a obrigatoriedade do gasto com saúde e educação”, acusou. “Os programas sociais são olhados como responsáveis pelo desequilíbrio no país. É mentira”, reagiu a presidente, criticando a estrutura tributária.

INCLUSÃO

Dilma afirmou que a notícia mais triste, “porque a mais perversa”, é de acabar com parte do Bolsa Família, que seria restrita aos 5% mais pobres, ou 10 milhões de pessoas. “Sabem quantas pessoas recebem hoje o Bolsa Família? 47 milhões”, disse a presidenta, acrescentando que os excluídos serão “entregues às forças do mercado”.
E confirmou reajuste no Bolsa Família, de 9% em média, e na tabela do Imposto de Renda (5% a partir do ano que vem) – “sem comprometer o cenário fiscal”.
O ex-presidente Lula não foi ao Vale do Anhangabaú, como era esperado. Alegou problemas na voz.

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