25 de agosto de 2016 • 10:26 am

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Dilma diz que não tem razão para renunciar ou se suicidar porque não cometeu crime

Presidente disse que vai enfrentar o golpe político e defender a democracia durante o julgamento do impeachment

Por: Da Redação
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Em sua última aparição pública antes do início do julgamento do impeachment no Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff afirmou, na noite dessa quarta-feira, 24, ainda ter esperança de retomar o cargo, voltou a chamar o processo de “golpe” e comparou sua situação à dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart.

Dilma foi recebida por aliados no Teatro dos Bancários, em Brasília, no “Ato em Defesa da Democracia”. Em seu discurso, a petista afirmou que vai ao Senado, na próxima segunda-feira, defender a democracia. “Vou ao Senado defender a democracia, o projeto político que eu represento, defender os interesses legítimos do povo brasileiro e, sobretudo, construir os instrumentos que permitam que isso nunca mais aconteça em nosso país”, discursou.

A presidente afirmou que o “golpe” que enfrenta é diferente do liderado pelos militares que conduziu o país a uma ditadura de 21 anos. Segundo ela, o golpe militar é como um machado que derruba os direitos fundamentais das pessoas. Já o processo em curso contra ela, ressaltou, é como uma invasão da “árvore da democracia” por parasitas. “A única coisa que mata as parasitas antidemocráticas é o oxigênio do debate, da crítica e da verdade”, ressaltou.

Dilma disse que os defensores do impeachment queriam que ela renunciasse. Mas, segundo ela, o seu gesto de não desistir mostra que o país vive outro momento em relação à luta pela democracia.

“Hoje eu não tenho de renunciar, não tenho de me suicidar, não tenho que fugir para o Uruguai. É outro momento histórico”, discursou. “Não renuncio porque eu sou absolutamente incômoda. Como eu não cometi crime, como não recebi dinheiro da corrupção, podem me virar de todos os lados. A minha presença coloca de forma clara que há no Brasil uma ruptura democrática”, emendou.

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