17 de março de 2016 • 11:48 am

Brasil

Dilma empossa Lula no gabinete civil e condena grampos em seus telefones

Deputado protesta na solenidade e é retirado do auditório

Por: Da Redação com Assessoria
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Com um veemente discurso no qual enalteceu o ex-presidente Lula e condenou o vazamento do grampos, a presidente Dilma Rousseff deu posse, nesta quinta-feira (17) a Lula como ministro-chefe da Casa Civil. O discurso foi interrompido várias com gritos de “Não vai ter golpe!” e “Ole, ole, ole, olá, Lula, Lula”. O Salão Nobre do Palácio estava lotado de políticos, que aplaudiram efusivamente e, após a posse, cercaram Lula.

Durante o discurso de Dilma, deputado Major Olímpio (SD-SP) gritou “vergonha”, interrompendo a fala de Dilma, sendo em seguida retirado do salão.

Lula agora é ministro

Lula agora é ministro

Dilma destacou, em seu discurso, que Lula era o maior líder político do país. “As dificuldades, muitas vezes, costumam criar oportunidades. As circunstâncias atuais me dão a magnífica chance de trazer para o governo o maior líder político desse país”.

Ela acrescentou que Lula, além de ser grande líder político, é um grande amigo e companheiro de lutas. “Seja bem-vindo, querido companheiro ministro Lula. Eu conto com a experiência do ex-presidente Lula, conto com a identidade que ele tem com esse país e com o povo desse país. Conto com sua incomparável capacidade de olhar nos olhos do nosso povo, de entender esse povo. A sua presença aqui, companheiro Lula, mostra que você tem a grandeza dos estadistas. Prova que não há obstáculos à nossa disposição de trabalharmos juntos pelo Brasil.”

Os presentes à posse no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em sua maioria representantes de movimentos sociais e sindicais, interrompem o discurso da presidenta com palavras de ordem e gritos de “Ole, ole, ole, olá, Lulá, Lulá”, “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”, “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.

Dilma ainda condenou o vazamento de grampo com seu diálogo com Lula: “Investigações baseadas em grampos ilegais não favorecem a democracia.”

A presidente fez críticas à divulgação dos áudios do ex-presidente pelo juiz Moro. “A Justiça e o combate à corrupção é sempre mais forte e digno quanto mais seus agentes agirem com retidão, celeridade e discrição. Não há Justiça quando delações são tornadas públicas. O Brasil não pode se tornar submisso a uma conjuração que invade as prerrogativas constitucionais da Presidência da República”, disse. “O que farão com as prerrogativas dos cidadãos?”

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