6 de julho de 2015 • 7:06 pm

Política

Dilma reúne aliados em palácio para combater a tese do impeachment

PSDB e PPS se aliam para caçar o mandato da presidente da República

Por: Da Redação
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A presidenta Dilma Rousseff reagiu ao ressurgimento dos rumores sobre impeachment e convocou uma reunião, no Palácio da Alvorada, com presidentes de partidos aliados e líderes da base de sustentação no Congresso. O encontro, cuja articulação teve início na manhã desta segunda-feira, 6, tem caráter emergencial.

A intenção de Dilma é transmitir serenidade à base aliada e, ao mesmo tempo, reforçar a defesa do governo no Congresso, por meio dos próprios parlamentares. Segundo a versão online da Folha de S.Paulo, um dos aliados explicou que, “diante desse clima de impeachment”, auxiliares de Dilma a aconselharam a reunir a base para tratar do problema antes de seguir para a reunião de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A presidente viaja nesta terça-feira, 07, e só retorna ao Brasil no fim de semana.

Nas últimas semanas, cresceram as críticas – inclusive de setores do PT – em relação à alegada falta de diálogo de Dilma com o Parlamento, e mesmo com sua própria base aliada. O ex-presidente Lula, que tem se mantido próximo ao Planalto, também passou a fazer reclamações públicas e privadas à gestão da sucessora

Lula defendeu a necessidade de a Presidente andar pelo País. “Eu penso que ela tem que priorizar andar por esse país. Ela tem que botar o pé na estrada. Ao invés de ficar na televisão ou na internet ouvindo os que falam mal dela,  tem que ir para a rua conversar com o povo, que está torcendo e querendo que ela governe esse país da melhor maneira possível”, disse o ex-presidente.

Oposição – No domingo, dia em que o senador Aécio Neves se reelegeu presidente do PSDB, o líder tucano na Câmara, Carlos Sampaio (SP), veiculou artigo na Folha por meio do qual defende a possibilidade de impeachment de Dilma. Para Sampaio, o Congresso deve iniciar um processo de cassação caso o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeite as contas do governo em decorrência das “pedaladas fiscais”.

Essa também é atese do deputado federal Roberto Freire (PPS-PE). Segundo ele, pode chegar o momento em que o impeachment se torne quase como uma necessidade. Basta se instalar efetivamente um clima de ingovernabilidade. “Pode acontecer de ninguém querer, mas ele se impor”, disse Freire.

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