3 de maio de 2015 • 7:26 am

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Dilma sangrando: ou dá ou desce

Neste caso a presidente e o partido mergulharão no lodo do fundo poço. Mais do que Dilma, o PT, alvo maior a raiva nacional.

Por: Marcelo Firmino
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Como era de se esperar na atual conjuntura a ideia do impeachment da presidente Dilma Rousseff, antes defendida de forma raivosa pelos tucanos e companhia limitada, está se esvaindo.

As lideranças de oposição perceberam que os fatos, até então, não justificam o pedido de impedimento da presidente.  Mas, há um plano B da oposição que pelos últimos acontecimentos no Senado Federal, sente-se  que é muito simpático também a líderes “aliados”, principalmente do PMDB.

O plano passa pelo massacre de Dilma no exercício do cargo. Desautorizá-la, enfraquecê-la ainda mais, desmoralizá-la politicamente, destruí-la midiaticamente.

Esse processo já foi iniciado a partir dos interesses do poder econômico. Como assim?

Ora, o que pode fazer no governo uma presidente fraca, imagem abalada, totalmente desacreditada, com uma “hemorragia” desatada?

A resposta é óbvia. Ou dá ou desce.

Sem alternativas a tendência é ceder a todo o tipo de interesses dos partidos e das lideranças ávidas pelos seus nichos de poder. Certamente o toma lá da cá será desenfreado.

E numa situação como essa, a política de entreguismo do País às especulações do capital internacional é líquida e certa. E isso interessa fortemente aos gigantes neoliberais de olhos bem abertos para a partilha do pré sal.

É só um exemplo, mas acontecendo será a desmoralização não apenas de Dilma, mas do partido dela também.

Obviamente que a sociedade não vai querer saber se ela foi pressionada, forçada ou coisa parecida. Todos se ligam nos resultados. É o processo de deslegitimização do governo Dilma.

Em se dando essa situação a presidente e o partido mergulharão no lodo do fundo poço. Mais do que Dilma, o PT, alvo maior a raiva nacional. Por isso se fala tanto em banir o PT, acabar com o partido, destruí-lo. E tudo é possível.

A estratégia é ardilosa e está em curso. Se acabarem com o Partido dos Trabalhadores, os chamados partidos de esquerda – se é que ainda existem – que botem as barbas de molho. Daí para a clandestinidade novamente será num piscar de olhos.

É o que se está desenhando. Pode mudar? Claro que sim.

Afinal, o meio é volúvel até demais.

1 Comentário

  1. Vida longa aos midiotas!

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