5 de março de 2016 • 3:38 pm

Brasil

Dilma vai a São Paulo levar solidariedade ao ex-presidente Lula

Depois de visitar o ex-presidente, Dilma seguiu para visita à familia no Rio Grande do Sul.

Por: Da Redação
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A presidenta Dilma Rousseff chegou a São Paulo no início da tarde deste sábado (5) para se encontra com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela esteve no apartamento de Lula em São Bernardo do Campo, onde centenas de militantes fazem vigília de apoio ao ex-presidente. Dilma foi aplaudida pela multidão ao chegar à casa de Lula.

Dilma com Lula em SP

Dilma com Lula em SP

Ontem (4), a presidenta telefonou para Lula e disse estar solidária com o ex-presidente, que foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato. Em nota divulgada, Dilma disse estar inconformada com a condução coercitiva do ex-presidente.

“Manifesto meu integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante as autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento”, diz a nota. Mais tarde, a presidenta fez um pronunciamento em que reafirmou o teor da nota.

Segundo a assessoria, após o encontro, Dilma embarca para Porto Alegre onde deve descansar no final de semana.

Em pronunciamento à imprensa, em Brasília, Dilma fez críticas à forma como o ex-presidente Lula foi conduzido para prestar depoimento à Polícia Federal, em São Paulo.

“Quero manifestar o meu mais absoluto inconformismo pelo fato de o ex-presidente Lula, que de várias vezes compareceu de forma voluntária diante das autoridades competentes, tenha sido conduzido de maneira coercitiva”, declarou a presidenta da República.

Na comunicação aos jornalistas, Dilma abordou, majoritariamente, a delação premiada realizada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) aos investigadores da Operação Lava Jato. No depoimento, o parlamentar fez acusações sobre suposto conhecimento da presidenta e do ex-presidente sobre os esquemas de corrupção na Petrobras. O caso de Pasadena voltou à tona.

 

“Em 2014, eu prestei informações detalhadas para a Procuradoria Geral da República a respeito dos fatos sobre a aquisição de Pasadena pela Petrobras. O dr. Rodrigo Janot determinou o arquivamento. O senador não apresentou nenhum elemento concreto, novo, de forma a alterar essa compressão do procurador geral”, disse a presidenta.

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