29 de Abril de 2015 • 7:08 am

Política

TJ determina volta de dois vereadores afastados de Joaquim Gomes

Os parlamentares de Joaquim Gomes são: Antônio Emanuel de Albuquerque de Morais Filho e Antônio Márcio Jerônimo da Silva

Por: Da Redação
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone
Pleno do TJ tomou a decisão nesta terça-feira (28). (Crétido: Ascom/TJ)

Pleno do TJ tomou a decisão nesta terça-feira (28). (Crétido: Ascom/TJ)

Dois vereadores do município de Joaquim Gomes, – dos oito afastados dos cargos – por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção, retornarão as atividades parlamentares em breve. A decisão foi tomada após votação, realizada nesta terça-feira (28), através do Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas. São eles: os vereadores Antônio Emanuel de Albuquerque de Morais Filho, mais conhecido como Maninho (PR), e Antônio Márcio Jerônimo da Silva (PR).

A oficialização do retorno dos parlamentares só vai acontecer após que o presidente do Legislativo Municipal de Joaquim Gomes for notificado da decisão. De acordo com o advogado dos vereadores contemplados com a decisão, o Pleno levou em consideração o fato de o Ministério Público Estadual (MPE) não ter reunido elementos suficientes para a manutenção do afastamento cautelar, que não pode durar mais que 180 dias.

“Os desembargadores que integram o Tribunal de Justiça entenderam que já se passou o tempo necessário, já que, daquela forma, os vereadores estavam sendo julgados antecipadamente”, disse o advogado João Viegas, que defende os vereadores do mesmo partido, o PR.

Relembre o caso

Em outubro de 2014, oito vereadores e o então secretário de Saúde do município de Joaquim Gomes, Ledson da Silva, foram detidos em operação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do MPE.

Os vereadores são acusados, em ação movida pelo Ministério Público de receberem propina do prefeito Antônio de Araújo Barros, o ‘Toinho Batista’ (PSDB), que também já chegou a ser afastado do cargo, sob a acusação de improbidade administrativa.

Segundo a investigação, o referido secretário Ledson era quem intermediava o pagamento do prefeito aos vereadores, em troca de apoio político. Apesar de ter um vídeo flagrando, eles negaram o esquema.

Deixe o seu comentário