22 de abril de 2015 • 6:57 pm

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É assim: lembrando a terra dos ninguéns

Olá caros internautas. Cá estamos para enfrentar um novo desafio. E a vida é assim. Sempre nos leva a um desafio após o outro. Mas, nada diferente do que acontece…

Por: Marcelo Firmino
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Olá caros internautas.

Cá estamos para enfrentar um novo desafio. E a vida é assim. Sempre nos leva a um desafio após o outro. Mas, nada diferente do que acontece com a maioria da nossa gente.

Aliás, gente que acha assim, gente acha assado e dessa forma deixa a vida seguir. Mas o fundamental é ir adiante na certeza de que é preciso se abrir para o novo e se posicionar com independência e ética.

É assim que tem que ser e para nós assim será.

Como deveria ser para todos.

Neste País, de um pós eleitoral que dividiu o sentimento político da Nação, os desvios de natureza moral e éticos, de fato, abalaram as estruturas das instituições. Há imensos desafios para cada uma delas, mas também para a sociedade como um todo.

Nesse aspecto da vida nacional estamos em um momento trágico e quem está a reclamar do drama brasileiro está coberto de razão. Cobrar respostas e exigir soluções a quem de direito é o caminho real e legal. Isso é democrático e, antes de tudo, um direito do cidadão.

Está absolutamente fora da razão quem se aventura pelo caminho da ignomínia e do achincalhe ao semelhante. Quem se propõe a disseminar o ódio e rejeitar a democracia que pulsa no coração do Brasil e que foi conquistada a duras penas. Em lutas de suor, lágrimas e sangue.

E quem achar que tudo se resolve ou se acaba em uma manifestação do contra ou a favor, também se engana redondamente.

Pela democracia a luta não se acaba nunca. Se alguém achar que não tem nada com isso e apostar no caminho inverso, pode ter certeza que chegará à terra dos “ninguéns”. Assim como bem disse o pensador uruguaio, que partiu recentemente, Eduardo Galeano:

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.”

1 Comentário

  1. Marcio Calheiros disse:

    Caro Firmino
    sucesso nessa nova jornada que se inicia,
    siga em frente, porque a vida é assim!
    Abraço

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