28 de setembro de 2016 • 7:37 am

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É hora do tom educativo pela vida, governador. Nunca pela barbárie.

O Estado é responsável pela segurança dos cidadãos e não pela matança deles

Por: Marcelo Firmino
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O governador Renan Filho realiza um evento de valorização da educação no Estado em palácio, nesta quarta-feira, 28, e deveria aproveitar o momento para dar o tom educativo do seu governo pela vida e contra a fraude policial em um crime bárbaro cometido na periferia da cidade.

Trata-se do caso dos jovens Josivaldo e Josenildo Ferreira Aleixo que foram mortos à balas no Village Campestre, em março deste ano, por que algum idiota governamental passou a imagem para polícia que “bandido bom é bandido morto”. Resultado: Os jovens nunca foram bandidos. Eram excepcionais usuários do atendimento da Sociedade Pestallozzi. O pior: uma terceira pessoa que presenciou o assassinato acabou sendo morta também.

No ato do crime uma guarnição da Polícia Militar tratou de dizer que os dois rapazes haviam sido mortos “em confronto”. Segmentos da sociedade que adora o sangue na canela, desde que seja dos outros, aplaudiram. Eles eram jovens e pobres da periferia. “Não vão fazer falta”, repercutiu o senso comum na época. Os mortos pela violência policial não eram da zona nobre da cidade, nem filhos dos barões da orla. Fossem, a história teria sido outra.

A investigação policial isenta apurou, depois de provas periciais, que os policiais inventaram a tese do confronto para justificar a chacina. Ficou constatado que eles plantaram uma arma para justificar a atrocidade.

Assim, a história dos “confrontos” na periferia tem sido uma praxe. O governo deve explicações. As autoridades policiais também.

Muito além do tom educativo da solenidade no palácio, o governador deve um justo pedido de desculpas às famílias dos mortos e muito mais. Principalmente por que o Estado é responsável pela segurança dos cidadãos e não pela matança deles.

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