8 de Maio de 2017 • 5:17 am

Blogs » Marcelo Firmino

E o galo arrebentou o azulão: CSA vai para 10 anos sem título do alagoano

É segunda-feira galo: pode desfilar o orgulho de ser tricampeão

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

A  segunda-feira, 09, amanhece alvirrubra. O regatiano anda pelas ruas cantarolando: “vermelho é a minha cara, sou da Pajuçara, sou CRB”. É uma atrás da outra: “galo eu te amo, sou apaixonado por você”…

E não poderia ser diferente. Com muita justiça o CRB faz uma exibição de gala, exatamente na finalíssima do campeonato alagoano e vence o CSA por 3 a 2, calando um estádio pintado de azul e branco que chorou a derrota impiedosa.

Não foi pra menos. Os azulinos, donos do mando de campo, com torcida única, choraram do começo ao fim. Eles precisavam ganhar de dois a zero e viram o CRB abrir o placar com o zagueiro Adalberto numa cabeçada fulminante. O bom goleiro Mota da meta azulina nem viu por onde a bola entrou. Aliás, ele parece que nem jogou. Não pegou uma sequer.

O campeão no pódio/Foto: Rodrigo Veridiano

Bola pra frente. De repente, uma falha de marcação regatiana e os azulinos empatam para animar a torcida. Ah, mas o galo estava demais e Maílson logo faz  2 a 1, jogando um balde de gelo nas pretensões azulinas.

No bar ou no sofá de casa o regatiano se entregou à alegria. Encheu-se de orgulho diante da competência de sua  equipe. Competência, afinal, que deixou para demonstrar exatamente na duas partidas finais do campeonato, principalmente nesta. Foi bonito de ver o galo arrebentar o azulão, em pleno Trapichão. Pra deixar a rima.

E a emoção explodiu no belíssimo gol do carrasco azulino das finais. Ele, Neto Baiano, fez 3 a 1, com um golaço que merece uma placa no Rei Pelé. O céu logo se escondeu. As nuvens deixaram o azul cinzento, diante do choro incontrolável dos marujos. Que, aliás, até diminuiram o placar em uma falha do goleiro regatiano.

Daí para frente foi só carnaval. O galo foi superior em tática de jogo, em jogadas ensaiadas, em controle de bola e no  placar. O galo, orgulho do torcedor regatiano, voou alto e mereceu o tricampeonato. Os azulinos vão completar 10 anos sem ganhar nada.

Agora, segunda-feira, 10, bote aquela camisa vermelha e vamos às ruas desfilar o orgulho de ser regatiano.

Salve galo!

 

 

 

Deixe o seu comentário