13 de janeiro de 2017 • 10:08 am

Blogs » Marcelo Firmino

E se Trump for mesmo no governo o que ele é? Deus salve a América e o mundo!

Por enquanto tudo é uma incógnita.

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

Uma considerável parcela do mundo torce com sinceridade para que Donald Trump não seja no governo dos Estados Unidos o que ele realmente é. Por tudo que disse na campanha eleitoral americana, pelo próprio comportamento e ideias políticas, o homem é considerado um perigo para o mundo.

Assim, ser o que ele é tende a virar um problema e tanto, para os que o consideram um extremista a desrespeitar valores humanos. No entanto, foi eleito e há os que o aplaudem e não são poucos os seus seguidores pelo mundo afora.

O que está por vir é prevísivel se ele for agir como prometeu e passará a ser uma incógnita se entender que governar exige racionalidade, ponderação e equilíbrio.

Afinal, imagine se  decide mesmo deportar 11 milhões de imigrantes que moram na terra dele e trabalham em função do desenvolvimento dos filhos do Tio Sam? Ou ainda se institucionaliza as práticas de tortura  por meio do método “waterboarding” (o afogamento controlado) como parte da luta contra o “Estado Islâmico”?

São apenas dois pontos entre muitas coisas aberrantes que prometeu fazer.

Trump assusta. Principalmente quando fala dos estranhos à porta dele e propõe uma grande muralha para sustar a crise migratória entre o México e os Estados Unidos. No entanto, por mais autoritário que seja, se sabe que qualquer coisa que pretenda fazer não concretizará apenas pela vontade. O mundo estará de olho e grande parte dos americanos também.

A propósito do autoritarismo, o filósofo polonês,Zygmunt Bauman, que deixou o mundo sólido na semana passada, para ser pós-modernidade líquida em outro plano, já havia alertado que  o maior problema não são os pretendentes aos regimes autoriários pelo mundo, mas certamente o rápido crescimento “dos seus devotados apoiadores”.

Aliás, Bauman arrematou de forma cristalina o pensamento: “Não  é uma questão sobre os que querem o poder (eles sempre serão muitos, já que a demanda popular por eles é abundante), mas sobre a ampliação da demanda pelos serviços que eles falsamente prometem que constitui indiscutivelmente o mais perigoso dos desafios futuros que enfrentaremos.”

Assim, resta ao mundo aguardar para saber como será esse tampo.

 

Deixe o seu comentário