Economia

18 de outubro de 2017

Atividade econômica tem queda de 0,38% em agosto

Em 12 meses encerrados em agosto, o indicador tem retração de 1,08%. No ano, até agosto, houve crescimento de 0,31%

18 de outubro de 2017

Maioria que conclui ensino superior ganha salário abaixo de R$ 3 mil

A diferença salarial entre aqueles que estudaram em rede pública e particular não é substancial entre recém-formados

18 de outubro de 2017

Senac realiza palestras na Feira do Empreendedor do Sebrae

Feira do Empreendedor é um dos maiores do Sebrae no Estado

17 de outubro de 2017

Quatro maiores bancos detêm 78,6% do crédito no país

Os quatro maiores bancos do país concentram a maior parte do mercado de crédito, de acordo com dados do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, divulgado hoje (17). Em…

14 de outubro de 2017

Governo autoriza novo aumento de gasolina a partir deste sábado

Justificativa da Petrobrás é buscar a paridade com o mercado internacional

14 de outubro de 2017

Petrobras aumenta preço da gasolina nas refinarias em 0,8%

O valor final aos motoristas nas bombas deverá variar, de acordo com estoques dos postos e a concorrência

13 de outubro de 2017

Meirelles: Brasil pode crescer 4% dentro de três anos

O ministro credita os números às reformas propostas pelo governo e caso não sejam aprovadas, haverá outro impacto, que deve ser levado em consideração por causa do teto dos gastos

Robin Hood às avessas: Mais impostos para cobrir os rombos da corrupção

11 de outubro de 2017 • 4:47 pm
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

Em um país onde a corrupção é latente, a desconfiança na classe política é gritante, por que acreditar que poderíamos ter uma carga tributária mais branda? Nunca, enquanto se pensar que é a classe produtiva – empregados e empregadores da indústria, comércio e serviços – que devem pagar a conta cada vez mais alta dos desmandos praticados pelos mandatários do poder político e econômico! Pasme! Cada brasileiro trabalha 29 dias por ano para pagar a farra da corrupção. O Governo é uma espécie de Robin Hood às avessas, que tira do suor dos pobres trabalhadores para sustentar os vícios dos mais abastados que enriqueceram às custas do erário.

Mas, vamos aos números

No período de doze meses (de 14/09/2016 a 14/09/2017), alavancada pelos impostos estaduais, a nossa carga tributária, que já é uma das mais altas do mundo, teve um crescimento nominal de 8%. É o que diz um levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Pra quem acha que é pouca coisa, no último dia 14, em valores reais, a marca chegou a R$ 1,5 trilhão arrecadado em tributos municipais, estaduais e federais. No mesmo período de 2016 chegou a R$ 1,39 trilhão, o que já não foi pouco num país onde se trabalha quase a metade do ano só para pagar impostos. Hoje, o impostômetro já passava de R$ 1,65 trilhão.

EM ALAGOAS

O impostômetro contabilizou hoje em Alagoas R$ 7.6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. Maceió sai na frente com com R$ 419 milhões, seguido de Arapiraca, com a marca de R$ 47 milhões. Marechal Deodoro já passa dos R$ 20,7 milhões; Palmeira dos Índios, mais de R$ 9 milhões; e Penedo mais de R$ 3 milhões.

O estado de Alagoas colabora com 0.46% da arrecadação total do país, segundo o levantamento da ACSP.

Na avaliação do presidente da Associação e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, em informações divulgadas pela entidade, o efeito da inflação, a retomada econômica e a recuperação do consumo levaram ao aumento da tributação (e consequente da arrecadação), porque o ICMS é o principal imposto dos estados e incide sobre as vendas do varejo e serviços públicos como energia e gás.

Para se ter uma ideia, basta dar uma olhada na conta de luz para perceber a alta carga tributária que eleva o valor a pagar. No Brasil, 44,5% (quase a metade) do preço final da tarifa de energia é pra pagar imposto. É a segunda maior carga tributária do mundo sobre a conta de energia. Perde apenas para a Dinamarca.

CUSTO BENEFÍCIO

Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que, neste ano, o brasileiro terá que trabalhar 153 dias só para pagar tributos, ou seja, cinco meses e dois dias (de 1º de janeiro até 2 de junho) – quase a metade do ano. A pesquisa mostra que o peso dos impostos nos rendimentos – salários e honorários – aumentou muito nos últimos anos: hoje se trabalha o dobro do que se trabalhava na década de 70 para pagar a tributação. A escala histórica mostra que nos anos 70 eram trabalhados, em média, dois meses e 16 dias para pagar tributos; na década de 80, dois meses e 17 dias; e na década de 90, três meses e 12 dias. Hoje, são 5 meses e 2 dias de trabalho para  Governo, para um retorno ínfimo.

O Brasil é o 8º país na escala dos que têm a maior carga tributária. Ao comparar a quantidade de dias necessários para pagar impostos, taxas e contribuições, IBPT mostra a Dinamarca em 1º lugar, com 176 dias de trabalho; a França, com 171 dias; a Suécia e a Itália, com 163 dias, cada; a Finlândia, com 161 dias; a Áustria, com 158 e a Noruega, com 157 dias, vindo, em seguida, o Brasil.

A grande diferença está no retorno dos tributos, em forma de serviços públicos à população. Num estudo realizado pelo IBPT, em 2015, sobre a relação entre a carga tributária e os benefícios que dela retornam para a sociedade – considerando os 30 países onde se pagam mais impostos no mundo – o Brasil era o que proporcionava o pior retorno dos valores arredados, em benefício da sociedade.

Quer um dado que dói mais do que isso? Segundo cálculos do IBPT, a corrupção consumiu 29 dias de trabalho de cada brasileiro, ou seja, cada um de nós teve que pagar 29 dias de trabalho só para cobrir os rombos causados pela corrupção.

É mole? Não!

É dureza: É Brasil!


11 de outubro de 2017

Volume de impostos no País cresceu 8% em 12 meses, diz pesquisa

Impostômetro já marca arrecadação de R$ 1,39 trilhão

10 de outubro de 2017

Gás de cozinha tem novo preço nesta quarta: aumento é de quase 13%

É o segundo aumento autorizado pelo governo em 15 dias