18 de Abril de 2016 • 8:27 am

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Eduardo Cunha: o personagem e suas qualidades no momento da votação

Proposta de eleições gerais em outubro pode barrar os interesses em evidência na atualidade

Por: Marcelo Firmino
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O personagem do impeachment de Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, foi sem dúvida nenhuma o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele tem a consciência plena de que, como humano, não vale absolutamente nada e demonstrou isso todo o tempo em que presidiu a sessão e muito antes disso.

Ele foi o “gangster” para o deputado do Psol, Glauber Braga, foi “o corrupto mor”, por Jandhira Fegalli (PCdoB), foi  “o sacripanta” por Paulão (PT) e “o ladrão” por tantos outros parlamentares que desfilaram seus adjetivos contra Cunha em alto e bom som.

Ele, impassível, assumiu todas as suas qualidades exatamente por que seus interesses falam muito mais alto em um momento tão sério da vida nacional, mas que foi levado na galhofa por grande parte dos bizarros parlamentares brasileiros e uma parte ainda maior da sociedade, via redes sociais.

O certo é que Eduardo Cunha cumpriu à risca a missão que lhe foi dada. Como prêmio, passando o impeachment no Senado, ele será o vice-Presidente do Brasil, cargo que hoje pertence a seu parceiro Michel Temer, que está prestes a se tornar o Presidente da Nação, sem ter tido votos para isso.

Ou seja: se o Brasil vai melhorar ou não depois do domingo, 17, não se sabe ao certo. Mas, certamente, Cunha, Temer e tantos outros que pularam do barco, feito ratos de porões, vão repartir bem o quinhão a que julgam ter direito pelo espetáculo produzido ontem em Brasília.

Mas, isso se não ganhar corpo a proposta de eleições gerais em outubro, inclusive para Presidente da República.

E por que não?

 

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