25 de outubro de 2015 • 2:54 am

Brasil

Eduardo Cunha tentou impedir a vinda de provas da Suíça para o Brasil

Presidente da Câmara contratou advogados para evitar que suas contas secretas fossem descobertas

Por: Da Redação
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e sua mulher, Cláudia Cruz, tentaram dificultar investigações sobre as contas não mais secretas que mantinham na Suíça, sem a devida declaração à Receita Federal.

Banco na Suíça.

Banco na Suíça.

Reportagem do jornal O Globo deste sábado,24, revela que o casal tentou impedir a transferência, para o Brasil, do dinheiro depositado no país europeu e as provas documentais sobre a existência de tais contas – como passaportes e faturas de cartões de crédito internacionais com as assinaturas de ambos.

Segundo a reportagem, assinada por Jailton de Carvalho, Cunha e Cláudia acionaram advogados para que um recurso fosse ajuizado na Câmara de Apelação Criminal do Tribunal Federal da Suíça, com o objetivo de travar o repasse da documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material estava em poder do Ministério Público da Suíça, que chegou a abrir ação criminal contra Cunha para apurar a ocorrência de lavagem de dinheiro, evasão fiscal e corrupção, entre outros crimes. A condução desse procedimento também passou a ser responsabilidade da PGR.

Barrar investigação no Brasil com um recurso no exterior não surtiu efeito, acrescenta a reportagem. A demanda ainda não foi julgada e, provavelmente, será rejeitada. Leis suíças não concedem a estrangeiros o benefício de usar instrumentos legais específicos para bloquear remessas de documentos atrelados a investigações criminais de caráter internacional.

“A Suíça já mandou os documentos para a Procuradoria-Geral e a expectativa é que faça o mesmo em relação ao dinheiro bloqueado em duas das quatro contas de Cunha e da mulher. Ao todo, foram bloqueados 1,3 milhão de francos suíços, o equivalente a quase R$ 10 milhões. Os documentos deram origem a um segundo inquérito contra Cunha no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal”, registra trecho da reportagem.

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