4 de outubro de 2017 • 11:54 am

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Eleições 2018: O bloco na rua e os retalhos para o estandarte

Decidido a não disputar o governo do Estado, Lessa virou o fiel da balança, cortejado pelos Renans e pelo prefeito Rui Palmeira

Por: Fátima Almeida
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Um nome, dois cenários: Na próxima campanha eleitoral, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) estará no mesmo palanque dos Renans (pai e filho, ambos do PMDB) ou lado a lado com Rui Palmeira (PSDB). Parece difícil? Os caminhos já se abrem para isso. Vivamos para ver; e vejamos para crer.  Lessa já avisou que não será candidato a governador em 2018, e com um pé no Governo outro na Prefeitura, dá todos os sinais de que irá apoiar um desses dois como candidato ao Palácio República dos Palmares. Tem cartas nas mangas, e como pode ser o fiel da balança, vem sendo cortejado de ambos os lados.
Isso ficou evidente num evento recente realizado por Lessa – o lançamento de um livro seu – no Memorial da República, em Jaraguá. Foi prestigiado pelos dois ‘amiguinhos de infância’ – primeiro o governador Renan Filho, depois o prefeito Rui Palmeira, com quem Lessa já tem uma aliança, inclusive traduzida em espaços ocupados pelo PDT na gestão municipal.
Mas Lessa parece não ter pressa. Já sinalizou que prefere esperar a consolidação da reforma política (que ele chama de ‘reparo da lei’), e até já disfarçou, dizendo que uma possível aliança com Renan, nada tem em relação às eleições de 2018. Como se isso fosse politicamente possível, com o ano eleitoral batendo à porta.
Enquanto não decide pra que lado vai pender, Ronaldo Lessa trata de fortalecer o partido. Em reunião da executiva estadual do PDT, nesse final de semana, tratou-se do retorno de Kátia Born ao grupo político de Lessa. Eles já caminharam juntos por muitos anos, numa dobradinha que garantiu três mandatos na Prefeitura de Maceió e dois no Governo do Estado e fez crescer o PSB, que era domínio de Lessa, depois ficou com Kátia (numa fissura que levou Ronaldo para o PDT) e hoje virou reduto do deputado federal JHC, que entrou de mansinho e acabou dominando o espaço, deixando Kátia Born e seu grupo sem teto dentro do Partido Socialista Brasileiro.
Essa reaproximação entre Ronaldo e Kátia torna o grupo mais forte para a hora do ‘Sim’. 
As conjecturas já causam reboliços dentro do PDT, sobretudo entre aqueles que foram acomodados em cargos da Prefeitura.
Sim. Porque, pelo andar da carruagem, é possível que os Renan’s levem vantagem nessa conquista, apesar do esforço de Rui em ter ao seu lado o ex-adversário político da campanha de 2012. O prefeito age silenciosamente, bem ao seu estilo, estudando o movimento das peças do xadrez, para um possível xeque-mate. Lembrando que no tabuleiro tem outras peças importantes – Maurício Quintela, Max Beltrão, João Henrique Caldas, só para citar alguns – e que é interesse de cada um consolidar um grupo, formar sua torre e atacar com a campanha nas ruas.
É o finalzinho de 2017 prometendo um 2018 de muitos conchavos.

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