3 de outubro de 2016 • 1:39 am

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Eleito com mais de 55% dos votos Kil Freitas não deve assumir em União

Candidato foi condenado e teve os direitos políticos suspensos pela Justiça, três dias antes da eleiçãoANTES D

Por: Fátima Almeida
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areskidefreitas Eleito prefeito com 55,19% dos votos válidos (17.817), Arski de Freitas, o Kil, não deve assumir a prefeitura de União dos Palmares. Na sexta-feira passada, em decisão unânime, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) manteve a sua condenaçao em acusação de atos de improbidade administrativa.

Os três desembargadores (Domingos de Araújo Lima Neto, relator do processo, Celyrio Adamastor e Fábio Bittencourt) entenderam que o ex-prefeito é responsável pela  fraude na licitação destinada à compra de merenda escolar, que teve a empresa Laguna Distribuidora Ltda como vencedora do certame, e despesa prevista de R$ 2,6 milhões.

Kil também foi condenado a ressarcir o erário, de forma solidária, no valor de R$ 63.432,71.

Com a condenação, ocorrida a três dias da eleiççao, o ex-prefeito perdeu também os direitos políticos  por 5 anos e não deveria ter disputado as eleições neste domingo (2). Mas não houve tempo hábil para substituir a candidatura no sistema eletrônico de votação.

A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Estadual devem se manifestar sobre a situação. Areskil de Freitas não deve, sequer, ser diplomado pelo TRE. Em seu lugar deve assumir o vice-prefeito da chapa. O caso é bem parecido com o ocorrido na eleição de 2012, envolvendo o então candidato Ronaldo Lessa, também considerado inelegível  pelo TRE, em julgamento ocorrido três dias antes da eleição.

Na ocasião, a coligação de Lessa indicou Jurandir Boia como candidato a prefeito, mas foi a foto de Ronaldo Lessa que prevaleceu na urna eletrônica e era ele quem aparecia quando os eleitores votavam no 12.

Kil, que já foi prefeito da cidade – afastado do cargo – foi candidato por uma chapa encabeçada pelo PMDB e apoiada pelos Renans (governador e senador).

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