7 de março de 2016 • 4:23 pm

Educação

Em greve, servidores da Uneal cobram promessas do governo

Técnicos e professores se uniram na luta por realinhamento salarial, progressão e dedicação exclusiva

Por: Fátima Almeida
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A desvalorização é queixa antiga,entre os trabalhadores na Uneal

A desvalorização é queixa antiga,entre os trabalhadores na Uneal

Em greve por 72 horas (até a próxima quarta-feira – 9), técnicos e docentes da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) cobram atenção do governo para a situação dos trabalhadores e da instituição, que além de não ter quadros suficientes, tem perdido profissionais por conta da falta de valorização.

O problema é antigo e já foi causa de inúmeras manifestações. Ano passado as categorias entraram em greve, o governo chegou a nomear alguns servidores da reserva técnica, fez promessas em relação à melhorias salariais e estruturais mas, segundo os trabalhadores, as promessas não foram cumpridas. As categorias se queixam de descaso do governador Renan Filho às reivindicações dos trabalhadores da Uneal.

A paralisação iniciada hoje foi decidida em assembléia unificada das duas categorias, no dia 1º de março, e cobra progressão vertical e reajuste salarial de 40% para os técnicos (considerando perdas acumuladas), além de progressão horizontal e dedicação exclusiva para os professores.

De acordo com os sindicatos que representam os técnicos e professores da Uneal, os acordos fechados com o governo do Estado, em mobilizações anteriores, não estão sendo cumpridos, e isso tem acumulado perdas e gerado insatisfações, que vêm resultando num processo crescente de evasão de técnicos e professores da instituição, em prejuízo à formação acadêmica.

Na semana passada, estudantes da Uneal também realizaram protesto que fechou a rodovia AL 115, em Palmeira dos Índios. De acordo com nota do Sindicato, a paralisação iniciada hoje afeta todos os campi da universidade (Palmeira dos Índios, Maceió, Arapiraca, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema e União dos Palmares).

Até o fechamento desta publicação, ainda não havia uma posição oficial da reitoria da Universidade. A assessoria da instituição divulgou que uma reunião estaria acontecendo agora à tarde, em Arapiraca, entre a diretoria da entidade e os servidores em greve, e só depois desse encontro o reitor Jairo Campos divulgaria nota sobre o assunto.

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