12 de outubro de 2017 • 9:59 am

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Em meio aos canais pantanosos deriva a pobre, gentil, pátria amada

E pensar que tudo isso começou com o povo nas ruas vociferando contra a corrupção

Por: Marcelo Firmino
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As arrumações da “Sala de Justiça” para salvar o senador Aécio Neves (PSDB) da decisão da primeira Turma do STF, que o afastou do mandato, já estavam escritas.

Daí a corte tomou a decisão que já vinha sendo cantada há dias pela imprensa, com o voto da capitulação de dona Carmem.

Aliás, dona Carmem, antes considerada serena, independente e austera na forma da lei, como deveria ser a verdadeira mão da justiça brasileira, revelou-se de vez, ao tomar uma decisão meramente política. E não foi por outra razão que, dias antes da sessão do Supremo, esmerou-se em reuniões com o presidente do Senado e da Câmara para tratar da questão.

E assim, o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do País, ao livrar o senador tucano da punição anterior rende-se ao poder político do País.

Ou se assim não puder ser entendido, que se entenda então o seguinte: entre mortos e feridos salvaram-se todos.

A decisão de 6 a 5, favorável ao senador, com o voto de minerva da presidente Carmem Lúcia, beneficia a todos os políticos brasileiros a partir de então.

O certo é que o País se tornou uma imensa confusão. É como se todos, agora, quisessem se harmonizar no pântano lamaçento que tingiu a moral e os bons costumes de homens e mulheres do Brasil.

E pensar que tudo isso começou com o povo nas ruas vociferando contra a corrupção. Agora o silêncio das ruas assiste convenientemente a celebração da maioria dos corruptos, ainda mais poderosos, em meio às instituições cada vez mais embrenhadas nos canais pantanosos do poder brasileiro.

Pobre, gentil, pátria amada…

 

 

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