2 de Janeiro de 2016 • 8:27 am

Política

Em nova delação, doleiro Ceará teria entregue R$ 300 mil a senador Collor

A denúncia é do Jornal do Brasil, após ter acesso a nova delação de Alberto Youssef. Ceará foi o portador do dinheiro.

Por: Da Redação
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O ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) teria recebido R$ 300 mil de um intermediário de Alberto Youssef, o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, de acordo com depoimento em acordo de delação premiada do carregador de dinheiro de Youssef. A entrega, segundo o depoimento, foi feita em pacotes com notas de R$ 100,00.

Collor: mais denúncia.

Collor: mais denúncia.

“No final de janeiro de 2014, Alberto Youssef solicitou que o declarante (Ceará) transportasse R$300 mil para Maceió”, contou o delator, em depoimento à Procuradoria Geral da República. “Levou trinta pacotes de notas de R$ 100,00”.

Na delação, Ceará, como o doleiro de Youssef é conhecido, afirma que o montante deveria ser entregue a outro carregador, identificado como Rafael Àngulo Lopez, que também fez acordo de delação premiada: “No café da manhã se encontrou com Rafael Ângulo Lopez, que estava acompanhado de outra pessoa que não conhecia e do qual não se recorda o nome”. Ceará diz que Lopez contou que o total da entrega era de R$ 900 mil e que ele não quis dizer quem era o beneficiado.

Ceará só tomou conhecimento de Collor como receptor do dinheiro ao ouvir de Youssef, numa conversa em São Paulo, que o dinheiro era para o senador. A revelação veio por conta de uma reclamação. “Ele (Youssef) comentou com o declarante (Ceará) que tinha recebido uma reclamação porque Rafael Ângulo Lopez tinha chamado Fernando Collor de Mello de ‘velho e gordo’”. O delator afirmou aos procuradores ter dito a Youssef: “Ah, então o dinheiro de Maceió foi para Collor!”. “Alberto Youssef confirmou que sim, que era para Fernando Collor de Mello”.

Collor é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) desde março, quando foram abertos as primeiras investigações pela PGR envolvendo políticos como alvos da Lava Jato. A delação de Ceará é de junho, mas se tornou pública nesta semana.

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