11 de abril de 2016 • 9:13 am

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Em votação: A semana que pode mudar a história do Brasil

Comissão do impeachment vota hoje à noite o relatório que vai decidir pelo prosseguimento ou não do processo para votação em plenário

Por: Fátima Almeida
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Brasília fervilha esta semana. E não só pela temperatura ambiente, que tem emanado um calor insuportável, mas também – e muito mais – pelo calor das discussões em torno do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que entra, a partir de hoje, em processo de votação.

Logo mais, às 10h, na Câmara dos Depútados, a comissão especial  que aprecia o pedido retoma a discussão sobre o relatório do deputado Jovair Aantes (PTB-GO) – favorável à continuidade do processo de afastamento. A votação do relatório, na comissão, deve começar às 17h. Se for aprovado, vai ao plenário, com previsão para ser votado até o próximo domingo.

Na sexta-feira, em reunião da comissão, deputados – contra e a favor – demonstraram que disposição e munição não lhes faltam para os debates que se acirram a cada dia. Enfrentaram mais de 13 horas de discussões, começando às 14h30 da sexta-feira, entrando pela madrugada e encerrando ao alvorecer de sábado.

No cardápio da noite longa, pão com queijo e mortadela. Ninguém quis arriscar uma pizza.

PLACAR

Ao todo, 116 deputados inscritos; alguns desistiram, mas a maioria agüentou firme, até o fim. Dos 61 que discursaram, 39 defenderam o parecer do relator, pelo prosseguimento do processo de impeachment. Outros 21 se posicionaram contrários e um se declarou indeciso.

A FAVOR

Entre os que defenderam o impeachment, o deputado Laudivio Carvalho (SD-MG), declarou: “Mesmo que o governo venha insistindo em denominar de golpe, tenho que dizer com todas as letras: não é golpe, é impeachment! O que não faltam são indícios de má conduta; as pedaladas fiscais são apenas o começo, a população clama por mudança, a presidente perdeu a confiança do povo e governa na corda bamba”.

CONTRA

O deputado Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade – RJ) disse que a tentativa de impeachment da presidente pelo “conjunto da obra” não está previsto na Constituição. “Procurei muito na Constituição essa expressão ‘pelo conjunto’ da obra e não encontrei. Quem julga pelo conjunto da obra é o eleitor. Se trata-se de crime de responsabilidade, é preciso verificar se os tipos penais estão presentes”.

PELA RAZÃO

Nas mãos de cada um, está o destino da Nação. Resta-nos querer que as decisões se façam vitoriosas pelo equilíbrio, a responsabilidade e a razão, e não pela emoção.

Que assim seja!

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