7 de julho de 2016 • 5:40 pm

Política

Embora cassado no TRE pastor João Luiz só deixa mandato se TSE decidir

O caso do pastor não é isolado, mas a justiça demora anos para decidir

Por: Da Redação
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A igreja a serviço de candidaturas. Isso tem sido uma praxe na igreja católica e muito mais na igreja evangélica que hoje tem quase a maioria da bancada federal na Câmara dos dos Deputados. Bancada que segura Eduardo Cunha no mandato. Aqui, em Alagoas, a justiça eleitoral cassou o mandato do deputado estadual, pastor João Luiz (DEM) por ter feito propaganda antecipada da candidatura.

E ainda de ter utilizado a igreja evangélica para conquistar o mandato de deputado estadual em 2014. O detalhe é que o deputado já está no meio do mandato e só agora a justiça alagoana decidiu o caso. Segundo os juristas, João Luiz vai continuar deputado e respondendo ao processo no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, por que a decisão é passível de recurso.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há elementos que apontam que o então candidato utilizou-se da estrutura da igreja para obter sucesso no pleito em 2014. Em um extenso voto, o relator do caso, desembargador José Carlos Malta Marques, apontou que há diversos provas que a estrutura da igreja foi utilizada, bem como teria sida empregada a tática de ameaças ”para aqueles que não fizessem parte do projeto”.  Malta Marques destacou trechos de vídeos, fotos e publicações em redes sociais.

De acordo com o relator, o então candidato deu sinais e provas de atropelos da da lei: “É de coração que vou. Inclusive, há o emprego de ‘hashtags’ com esse lema do coração nas rede sociais. Há ainda dados que apontam que um dos cantores fez mais de 20 shows em Alagoas há poucos dias da eleição. As ‘selfies’ mostram que houve, de fato, o emprego desse cantor na candidatura do São várias provas. Os autos mostram todo esse conjunto probatório”, disse o relator.

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