24 de setembro de 2015 • 6:16 pm

Cotidiano

Embora condenado, Luiz Pedro ficará em liberdade até transitar em julgado

O ex-cabo foi condenado a 26 anos e 5 meses de prisão

Por: Da Redação
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Luiz Pedro: condenado.

Luiz Pedro: condenado.

Foram dois dias de julgamento, mas enfim o cabo Luiz Pedro foi julgado e condenado. Ele pegou 26 anos e 5 meses de prisão em regime fechado por ter sido o autor intelectual da morte do servente de pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, assassinado em agosto de 2004, em Maceió, conforme estabeleceu os autos do processo, apartir da denúncia do Ministério Público.

O detalhe, no entanto, é que ele ficará em liberdade até a sentença transitar em julgado.

Sebastião Rocha, pai da vítima, comemoru o resultado do júri e disse que sempre manteve a esperança de ver o cabo Luiz Pedro condenado . “Dediquei minha vida, desde o assassinato do meu filho, a esta causa e creio que agora ela tem o fim esperado”, disse ele.

Luiz Pedro foi vereador em Maceió e sempre foi considerado uma espécie de líder de milicias na capital, desde o inicio dos anos 90, quando começou a trabalhar para o governo estadual. Foi por isso mesmo acusado de vários crimes, mas nunca havia sido condenado.

Agora foi processado como mandante do assassinato do pedreiro Carlos Roberto pelo simples fato, segundo os autos processuais, de o mesmo ter sido um viciado em maconha.

Por isso mesmo a promotoria pública acusou no tribunal do júi: “Nem o nazismo foi tão cruel. Naquele regime, que também foi extremamente perverso, havia uma suposta lógica para o extermínio de inocentes. Na milícia comandada por Luiz Pedro, não. Matava-se por qualquer motivo abjeto. Seu grupo paramilitar agia do mesmo modo que os homens da era primitiva, onde o elemento da força era o mais importante. O ex-deputado liderava uma milícia de brutamontes”, afirmou o promotor Carlos Davi Lopes, durante o julgamento.

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