16 de julho de 2015 • 7:38 pm

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Enquete indica possibilidade de greve geral dos servidores públicos estaduais

Servidores pedem mediação do Tribunal de Justiça para tentar acordo com governo

Por: Fátima Almeida
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Governo e trabalhadores voltam a se encotrar, mas acordo está difícil - Foto  Julianne Leão

Governo e trabalhadores voltam a se encotrar, mas acordo está difícil – Foto Julianne Leão

Nada mudou na retomada das negociações entre o governo do Estado e os servidores públicos, sobre a campanha salarial de 2015, exceto a sala onde ocorreu a ultima reunião, antes das fogueiras de São João. Na quarta-feira (15), representando a Comissão Permanente de Negociação, o secretário Christian Teixeira, do Planejamento e Gestão, recebeu dirigentes da CUT e do Sindicato da Universidade do Estado de Alagoas (Uneal), em momentos diferentes, mas a proposta permanece a mesma que já foi rejeitada pelas categorias que integram o Movimento Unificado: 5%, parcelados em 3 vezes.

O que parece estar mudando, é a estratégia de reivindicação. Uma enquente realizada nesta terça e quarta-feira (14 e 15), nos locais de trabalho, indicam disposição dos servidores para uma paralisação geral, mas o Movimento quer tentar, como última cartada, a intermediação do Tribunal de Justiça em busca de um acordo com o governo. Vão protocolar, hoje à tarde, um pedido de audiência conciliadora, na tentativa de que, com a mediação do TJ, as negociações avancem. A estratégia já deu certo em outras ocasiões.

De acordo com o dirigente cutista, Isac Jacson, o clima nas reuniões com o governo tem sido tranqüilo e respeitoso. O governo pede para que seja encontrada uma solução, que não seja deflagrada uma nova greve em Alagoas, as partes se propõem a dialogar, mas não avançam; porque o governo tem insistido numa proposta que já foi rejeitada, e que não repõe, sequer, a inflação acumulada no período de maio a maio (2014/15), – data base dos servidores públicos estaduais – que foi de 6,41%.

“Nós temos flexibilizado, até aceitamos parcelamento, trabalhamos várias possibilidades, mas negociar sem repor a inflação é inaceitável para os trabalhadores”, diz Isac. Segundo ele, a enquete realizada com os servidores, esta semana, ratifica essa posição e aponta para uma proposta de paralisação em várias etapas.

A Educação, que tem reivindicações diferentes – a começar pelo reajuste de 13% de reajuste – e obteve do governo proposta de 7% -, já iniciou nesta quinta-feira (16), uma greve por tempo indeterminado nas escolas da rede estadual.

E, se não houver avanço nas negociações, esse pode ser o caminho para as demais categorias. Pela indicação da enquete, se não houver avanço na negociação, a tendência é ligar o motor, com uma paralisação de 24 horas; engrenar, com paralisação de 72 horas; e depois dar partida para uma greve por tempo indeterminado.

Assim caminha o movimento.

 

GRUPO DE TRABALHO

Governo negocia com servidores da Uneal - Foto Julianne Leão

Governo negocia com servidores da Uneal – Foto Julianne Leão

Mas, se está difícil avançar com o Movimento Unificado, está muito mais com as categorias específicas. Na quarta-feira pela manhã, horas antes de se reunir com dirigentes da CUT, o governo já havia recebido o Sindicato dos Servidores da Universidade Estadual de Alagas (Uneal), que retomou a discussão sobre a implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS), com a regulamentação da progressão funcional e pagamento pela dedicação exclusiva. Mas, pelo jeito, o caminho ainda será longo. De acordo com o governo, as premissas dos pontos argumentados pelos servidores tratam dos termos da Lei nº 7.599, de 3 de abril de 2014, cujos critérios não estão regulamentados.

A proposta do secretário Christian Teixeira é criar um grupo de trabalho para elaborar um pré-projeto de lei, a fim de regulamentar e instituir os critérios para implementação do PCCS, que ao final, será levado ao governador Renan Filho.

Ah, e ainda tem o estudo do impacto financeiro; a disponibilidade fiscal o Estado; a avaliação de desempenho do orçamento pela Sefaz.

Vai demorar.

MEDIAÇÃO DA JUSTIÇA

Na tarde desta quinta-feira, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz, recebeu as lideranças do Movimento Unificado, com um pedido de mediação do TJ nas negociações entre o governo e trabalhadores, para se tentar chegar a um acordo capaz de evitar a deflagração de uma greve. de acordo com a assessoria do TJ, o desembargador presidente se comprometeu em fazer contato com o Executivo e agendar uma audiência conciliatória.

 

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