16 de Janeiro de 2017 • 4:13 pm

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Entidades alagoanas reivindicam presença de empresas brasileiras em licitação da Petrobras

O presidente da Frente Parlamentar da Engenharia no Congresso Nacional, deputado federal Ronaldo Lessa, destacou a necessidade das instituições representativas participarem da mobilização nacional, em busca de reverter essa decisão

Por: Da Redação
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Deputado Ronaldo Lessa, junto com instituições representativas, concedeu entrevista no Crea Alagoas

Causou surpresa e indignação nas entidades representativas da engenharia de Alagoas, a decisão da Petrobras de convidar 30 empresas estrangeiras para participar de um processo licitatório para dar início à construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) excluindo as empresas de engenharia brasileiras.

Na manhã desta segunda-feira, dia 16, no auditório do Crea-AL, através de uma coletiva de imprensa, o presidente do Conselho, Fernando Dacal, o deputado federal Ronaldo Lessa, o presidente do Sinduscon que também representava, na ocasião, a Federação das Indústria de Alagoas, Alfredo Breda e o presidente do Clube de Engenharia Aloísio Ferreira, informaram que as entidades de engenharia de Alagoas darão o primeiro passo para protestar contra essa atitude da Petrobras.

Segundo os dirigentes das entidades de classe, a decisão da estatal, de não querer que empresas brasileiras participem do certame, vai agravar mais ainda a situação de desemprego do país.

“O Brasil possui grandes empreiteiras, e algumas delas sabemos que estão indiciadas na Justiça Federal, mas isso não é motivo para que elas fiquem blindadas de não poder participar do processo licitatório. E num momento em que o país precisa gerar empregos, estão querendo empregar os estrangeiros e prejudicar uma quantidade enorme de profissionais competentes que precisam trabalhar”, disse o deputado, presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia no Congresso Nacional.

Lessa ainda informou que viaja ainda nesta segunda-feira para Brasília, para tentar uma audiência com integrantes do Governo Federal e buscar mais informações sobre essa possível restrição.

Preocupado com a decisão da Petrobras, Fernando Dacal reforçou a importância em fiscalizar as empresas convidadas. “Dentre as 30 convidadas, nove não possuem escritório no Brasil. Essas instituições não podem deixar de passar pelo crivo do Sistema Confea/Crea. Precisamos saber quais as habilitações delas. Por isso, consideramos o assunto como um risco muito grande. Junto com outros Creas, vamos levar nosso posicionamento ao Conselho Federal. Mas tenham a certeza que o setor da construção vai se unir e levantar essas bandeiras para que as empresas nacionais não sejam prejudicadas”, disse o presidente do Crea-AL.

ENCONTRO EM BRASÍLIA – Ronaldo Lessa garantiu que em sua viagem para Brasília, vai se reunir com o Ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, para expor a situação preocupante. Outra reunião será também com o Ministro Maurício Quintella e com as instituições representativas da engenharia nacional como a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e o CONFEA – Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, para que se engajem no movimento em defesa da engenharia nacional.

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