16 de Março de 2016 • 12:33 pm

Brasil

Época denuncia conta secreta da família de Aécio Neves em paraíso fiscal

O site da revista Época traz documentos sobre uma conta em paraíso fiscal

Por: Da Redação
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Reportagem publicada nesta quarta-feira (16) pelo site da revista Época traz documentos sobre uma conta em paraíso fiscal atribuída ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) em sua delação premiada.

Aécio Neves: contas denunciadas

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De acordo com a matéria, uma operação da Polícia Federal descobriu, em 2007, a existência de uma conta criada no LGT Bank em nome de uma fundação criada pela mãe do presidente do PSDB no principado de Liechtenstein, na Europa. A conta foi registrada em nome da fundação Bogart e Taylor em 2001, quando Aécio era presidente da Câmara dos Deputados.

Citada por Delcídio, a conta é investigada pela Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato, segundo o jornalista Diego Escosteguy, autor da reportagem. Em 2007, o Ministério Público arquivou o caso sem apurá-lo, alegando dificuldade de ter acesso a informações em Liechtenstein, considerado um dos paraísos fiscais mais fechados do mundo.

Responsável pela abertura da conta e alvo da investigação inicial do MP, Norbert Muller e sua mulher, Cristine Puschmann, foram acusados de comandar uma das mais secretas e rentáveis “centrais bancárias e clandestinas” do país, relata Época. O nome da mãe do senador, Inês Maria, estava na lista dos 75 clientes identificados em pasta apreendida na casa de Muller, no Rio, durante a operação da PF. O doleiro já faleceu.

Delcídio e Janene – Em sua delação, Delcídio conta aos procuradores que foi informado pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, de que Aécio “era beneficiário de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato; que essa fundação seria sediada em Liechtenstein”. Janene é considerado um dos principais operadores do mensalão e do petrolão. O ex-líder do governo no Senado disse não saber se há relação entre essa fundação e as acusações que fez ao tucano, como a de ser beneficiário de propinas em Furnas e de ter agido para interferir nas investigações da CPI dos Correios, da qual o petista foi presidente, em 2006.

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