18 de fevereiro de 2016 • 8:44 pm

Brasil

Escândalo FHC aumenta a briga entre PT e PSDB no Congresso Nacional

Deputado tucano diz que o caso FHC “é imoral, mas não ilegal”

Por: Da Redação
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As declarações da ex-repórter da TV Globo Mirian Dutra sobre a mesada de US$ 3 mil que recebia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a relação amorosa que os dois mantiveram durante o mandato de FHC foi um dos principais assuntos debatidos entre os parlamentares nesta quinta-feira,18.

A oposição se recusa a comentar as declarações de Mirian, alegando se tratar de um assunto de foro íntimo e que diz respeito apenas ao ex-presidente tucano e à sua família. Mas há governistas que prometem analisar mais afundo as informações. O objetivo da bancada é debater a forma com que Fernando Henrique enviava dinheiro ao exterior para auxiliar nas despesas de Miriam com o filho, Tomás Dutra, e investigar se houve irregularidades no caso.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ressalta que não interessa ao público a relação extraconjugal mantida pelo ex-presidente, mas sim os repasses que eram feitos à Miriam Dutra, que morava na Europa. O deputado indicou algumas das informações que serão consideradas para explorar o caso e verificar se houve desvio de conduta por parte de Fernando Henrique Cardoso.

“Existem alguns caminhos que podem nos levar a revelações mais relevantes para o poder público. Como, por exemplo, a ligação da Brasif S.A.Exportação (empresa que FHC usava para enviar recursos para o exterior) com a Rede Globo”, informa.

Os correligionários de Fernando Henrique optam por não comentar abertamente as acusações contra o ex-presidente. O deputado Fábio Sousa (PSDB-GO) insinuou que a entrevista de Miriam seria uma forma de tirar o foco das acusações contra PT e o ex-presidente Lula. O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) se recusa a comentar o caso porque, segundo ele, “é de foro íntimo e pessoal. E diz respeito apenas a Fernando Henrique e seus familiares”.

De acordo com especialistas, Fernando Henrique não pode ser condenado por ter enviado dinheiro ao exterior através de empresas particulares. “Esta é uma prática imoral, mas não ilegal”, afirmam. Por outro lado, caso ainda mantivesse algum cargo público, o ex-presidente poderia ser processado por tráfico de influência.

 

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