12 de Abril de 2016 • 8:58 pm

Marcelo Firmino » Segurança

Escola: irmãos mortos tinham idade mental de 7 e 10 anos. E agora?

E de repente os efeitos colaterais da licença para matar

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Quando a lei é deixada de lado e a autoridade policial recebe uma espécie de “licença para matar”, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo, o resultado final será sempre próximo do desastre.

Policia na periferia

Policia na periferia

A principio começam a ser mortos os da periferia, notadamente o negros e pobres. Como a história da matança terminará é até possível prever, mas nunca afirmar no que vai dar. No entanto, os efeitos colaterais podem surpreender em demasia.

O caso dos irmãos “especiais” Josenildo Ferreira Aleixo, de 16 anos, e Josivaldo Ferreira Aleixo, de 18,que  morreram após uma suposto confronto de tiros com a Polícia Militar é mais uma prova dessa história. Ao que parece, segundo as informações da família, eles foram os escolhidos da hora.

A versão oficial de troca de tiros depois de contestada pela família. Logo em seguida os familiares reforçaram que os dois jovens da periferia do Graciliano Ramos eram excepcionais da escola Pestalozzi.

Agora um relatório da escola Gerado Mello, onde os dois garotos estudavam indica que eles tinham idade mental de 7 e 10 anos de idade. Se é fato, o caso remete a uma gravidade extremada e as autoridades da área de segurança pública terão de  vir à tona e falar a verdade à sociedade. Claro, após a conclusão das investigações do Conselho de Segurança Pública, o Conseg.

 

Josenildo Ferreira Aleixo, de 16 anos, e Josivaldo Ferreira Aleixo, de 18, foram mortos em 25 de março. Na suposta troca de tiros, uma outra pessoa também foi baleada e morreu no local. Ela foi identificada como o pedreiro Reinaldo da Silva.

O detalhe é que  na “troca de tiros” um policial foi baleado estranhamente no dedo midinho. Agora a informação é de que este vai se aposentar por invalidez. Há três militares envolvidos e o Conseg, segundo o presidente Antonio Carlos Gouveia, quer dar celeridade ao processo.

Sabe-se que a recomendação do governador do Estado, Renan Filho (PMDB), é a verdade neste caso. Por enquanto, as provas que têm surgido estão do lado das vítimas.

 

 

 

 

Deixe o seu comentário