14 de setembro de 2016 • 12:37 pm

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Estadão revela que ‘estopim’ da queda de Cunha foi a ameaça a Temer

Agora ex-deputado diz que vai contar tudo em livro.

Por: Da Redação
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O elevado número de deputados que votaram a favor da cassação do mandato de Eduardo Cunha na Câmara, na última segunda-feira (12) – 450 – teria sido causado pelos desdobramentos de duas reuniões iniciadas na noite de domingo, 11. O resultado teria se consolidado após o Planalto abandonar Cunha e liberar a base para votar pelo fim de seu mandato. As informações são de Fábio Serapião, do Estado de S. Paulo.

Ameaçou revelar a trama contra Dilma

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De acordo com o Estadão, o “estopim” do desembarque teria sido uma ameaça direta de Cunha ao presidente Michel Temer. “O recado, em tom de ameaça, era sobre a possibilidade de Cunha contar “a quem quisesse ouvir” detalhes das reuniões mantidas com Temer para afinar a aceitação do impeachment de Dilma Rousseff.”

Segundo o Estadão, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), reunia políticos e jornalistas na residência oficial, aliados de Cunha conversavam no escritório do advogado Renato Ramos. Estavam presentes, além de Maia, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e outros políticos. Todos comiam pizza quando o telefone de Maia tocou. A ligação partia de um dos convivas da outra reunião.

“Convicto de que a reunião de Maia era um sinal do que o esperava na votação do dia seguinte, Cunha pediu para que dois de seus aliados fossem até a residência oficial para saber se o presidente da Câmara manteria a palavra de abrir a sessão somente com 420 deputados presentes. Maia confirmou que daria seguimento à votação apenas com esse quórum, mas informou que, em caso de tentativa de postergação, iniciaria a sessão com mais de 300 presentes”, diz a reportagem.

Ainda segundo o Estadão, ao saber do posicionamento de Maia, na madrugada da segunda-feira, 12, Cunha teria ficado nervoso. Na manhã de segunda, o clima piorou. Segundo aliados, Cunha fez a ameaça direta a Temer e acabou abandonado pelo Planalto.

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