5 de maio de 2016 • 11:09 pm

Educação » Política

Estudantes ocupam plenário da Assembleia contra projeto Escola Livre

Amordaçados, portando cartazes, eles pediram o projeto não seja promulgado por impedirem a livre manifestação de penamento em sala de aula

Por: Fátima Almeida
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Foto: Vinícius Firmino

Foto: Vinícius Firmino

Amordaçados, portando cartazes e gritando palavras de ordem, estudantes alagoanos ocuparam, na noite desta quinta-feira, o plenário da Assembleia Legislativa, numa manifestação contra a promulgação do projeto Escola Livre, também chamado de “Lei da Mordaça”, que proíbe professores de se manifestarem, em sala de aula, sobre temas polêmicos, como política, religião e identidade de gênero.

Sentados no chão e nas cadeiras parlamentares eles conseguiram dialogar com o presidente interino na casa, deputado Ronaldo Medeiros, para dizer por que são contra o projeto de autoria do deputado Ricardo Nezinho. Na avaliação do grupo estudantil, ele tolhe a liberdade do diálogo em sala de aula.

Na verdade, o projeto polêmico já foi pauta de outras sessões do Legislativo estadual. Foi aprovado em plenário e vetado pelo governador Renan Filho. O veto foi derrubado pela Assembleia, mas o governador não promulgou. Nesse casos, cabe ao presidente da Assembleia sancionar.

Foto: Vinícius Firmino

Foto: Vinícius Firmino

Em meio à ocupação, o gabinete militar da Assembleia chegou a solicitar reforço policial, mas o próprio presidente interino desceu. Assim como ocorreu semana passada, quando estudantes se juntaram ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) e outras entidades, em um protesto na Praça Pedro II, para tentar evitar a derrubada do veto do governador, os manifestantes expuseram sua insatisfação em relação ao conteúdo do projeto, de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB).

O deputado Ronaldo Medeiros ouviu os estudantes e confessou que não se sente à vontade para promulgar a lei Escola Livre, já que não concorda com suas proposições, e por isso votou contra o projeto. Mas destacou que, no papel institucional de presidente interino do Legislativo estadual, tem o dever de cumprir a missão de promulgar o projeto, já que foi aprovado pela maioria.

Após o diálogo, os estudantes deixaram o plenário.

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