3 de Março de 2017 • 1:35 pm

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Ex-ministro diz que não sabe como R$ 2,5 milhões foram parar em conta

PGR diz que dinheiro de Henrique Alves depositado em conta na Suíça é fruto de propina

Por: Da Redação
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Impressionante é cara de pau do ex-ministro do Turismo do presidente Michel Temer, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). acusado de envolvimento com os escândalos de corrupção apurados pela Lava Jato, ele disse que não sabe como foi parar em sua conta na Suiça um depósito de R$ 2,5 milhões.

Disse ainda que nem movimentava a conta por motivos burocráticos. Henrique Alves declarou em defesa à Justiça Federal que abriu sua conta na Suíça após separação conturbada de sua segunda esposa, Priscila Jimenez, na noite de réveillon de 2009.

Henrique Alves e esposa: na cara de pau

O ex-deputado alegou que a finalidade foi de “proteção contra a ganância de herdeiros” é assegurada pelos bancos suíços.

“Enquanto sua vida pessoal passava pela tormenta que antecede quase toda separação, o acusado [Henrique Eduardo Alves] foi aconselhado e passou a considerar a possibilidade de abrir conta no exterior para receber uma parte da receita que vinha auferindo após a reorganização societária da TV Cabugi”, diz a defesa.
Henrique Eduardo Alves usou um escritório de advocacia para abrir a conta na Suíça em 2008. Os valores foram depositados em três datas diferentes. Em 18 de novembro de 2011 foi depositado R$ 341 mil, em 5 de dezembro de 2011 o crédito foi de de R$ 323 mil; e em 8 de dezembro de 2011 mais R$ 161 mil.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o dinheiro é fruto de propina paga pela empreiteira Carioca Engenharia para que fossem liberados recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal. A quantia seria usada para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

“É importante ressaltar que a utilização indevida da citada conta bancária e os depósitos acima mencionados jamais foram de conhecimento do acusado”, diz a defesa. Constam ainda mais dois créditos nos valores de US$ 980 e US$ 10 mil. Ambos, segundo a defesa, foram feitos para arcar com pagamento de taxas bancárias e despesas operacionais.

 

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