7 de dezembro de 2017 • 5:28 am

Corrupção » Interior » Policia

Exonerado servidor apontado como laranja de ex-prefeito de Marechal

Servidor recebia R$ 937 por mês sem trabalhar; Cristiano Matheus comprava bens pessoais com verbas públicas e os colocava em nome de terceiros

Por: Da Redação
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

O motorista e laranja do ex-prefeito de Marechal Deodoro Cristiano Matheus, servidor do governo do estado investigado na Operação Kali, da Polícia Federal, foi exonerado do cargo pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag).

A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (6). José Avelino Neto, que nunca apareceu para trabalhar, estava lotado há nove meses na Secretaria de Estado da Cultura, pasta sob gestão de Melina Freitas, ex-esposa do ex-prefeito, recebendo salário mensal de R$ 937.

“Tudo indica que a hipótese criminal para o caso, que seria a de que o servidor efetivamente não prestava serviços ao órgão que tinha vínculo, é um fato”, disse o delegado Daniel Silvestre, da PF.

Avelino Neto é conhecido como ‘Paulinho Boateiro’ e pelo menos duas casas localizadas no centro de Marechal Deodoro estão no nome do motorista. O inquérito revelou também que uma sala comercial em um prédio de Maceió chegou a ser registrada também em seu nome, e depois repassada para outro laranja.

De acordo com as investigações, Cristiano Matheus chefiava uma organização criminosa para lavagem de dinheiro no município, causando um prejuízo milionário aos cofres públicos. Segundo o superintendente da PF em Alagoas, Bernardo Gonçalves, os bens de Cristiano Matheus estão bloqueados, mas há propriedades dele em nome de terceiros.

Operação Kali

A operação da Polícia Federal, realizada nesta terça-feira (5), apreendeu grande quantidade de dinheiro em residências dos investigados. A operação realizada em conjunto com a Receita Federal investiga uma suposta organização criminosa que está envolvida em desvio de recursos público, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Deixe o seu comentário