19 de maio de 2017 • 8:19 am

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Falta liderança com credibilidade para assumir o comando do Brasil

Enquanto Renan Calheiros diz que o governo “acabou”, a Globo parece tramar algo estranho

Por: Marcelo Firmino
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A gravidade dos áudios envolvendo o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista é inquestionável. Uma conversa dentro do Palácio Jaburu depois das 23 horas com um investigado na Operação Lava Jato, mesmo sem áudio nenhum já seria extremamente suspeita.

Mas, de repente, tudo isso vaza para o jornal O Globo. Logo a grande mídia aliada de Temer, em todos os seus veículos, e que atuou fortemente para a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff.

Não é exagero dizer que há algo de estranho no ar. A Globo só tinha um tema (Lula-PT) todo o tempo e o tempo todo. De repente abriu o outro olho, para ver o que a oposição já dizia:  que a cobertura dos fatos era caolha!

Também não mais que de repente, hoje em O Globo, o colunista Merval Pereira, preferido dos irmãos Marinho, donos do conglomerado de comunicação mais poderoso do País, aparece escrevendo um texto mais que estranho. Diz ele no lead:

A delação mais completa de todas as da Operação Lava Jato, e por isso mesmo mais bombástica, terá conseqüências formidáveis para a vida do país, embora à primeira vista elas sejam negativas. A médio prazo, porém,  poderão provocar uma reviravolta tão grande no país que permita que a renovação necessária se promova.

O que se pode depreender disso tudo? Estariam os irmãos Marinho preparando um nome novo para seguir as ordens deles no comando do Brasil? Consequências formidáveis e positivas? Nem no reino da Dinamarca…

Os áudios destroem a imagem – que já era péssima – de Michel Temer e acabam de vez com o governo. Um corte brusco. Não foi à toa que o senador Renan Calheiros, que nunca teve relação fraternal com o presidente, disse logo que o sonho planaltino, para o paulista inquilino do Jaburu, havia acabado. “Acabou”, definiu Renan ao ser questionado.

Verdade absoluta. E não há consequências formidáveis por que o País está literalmente à deriva, a República está na lama e não há uma única liderança no País com credibilidade para unir a Nação em torno de um novo projeto. Pelo menos no meio político. Estaria a Globo tramando algo, tal como nos enredos de suas novelas na TV?

O tempo dirá. Mas se alguém acha que é preciso verdadeiramente mudar, deve ir às ruas já. E a  bandeira tem que ser pelas diretas. Há candidatos para todos os gostos. De extremistas a ritmistas. Mas, deixem o povo escolher, apesar dos traumas.

É legítimo, é democrático.

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