17 de junho de 2015 • 7:57 am

Cotidiano

Favela: Começou a demolição, apesar dos protestos dos moradores

A ordem de despejo foi solicitada pelo prefeito Rui Palmeira que pediu apoio do Bope para tirar favelados da vila dos Pescadores.

Por: Da Redação
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page
Mordores resistem a ordem de despejo.

Mordores resistem a ordem de despejo.

WP_20150617_032Desde a noite de ontem, terça-feira, 16, corria nas redes sociais a informação de que a Prefeitura de Maceió, depois de uma reunião na SMCCU, havia chamado o Bope para fazer a desocupação da favela Vila dos Pescadores, em Jaraguá, na madrugada desta quarta-feira, 17.

A ideia era realizar a operação de surpresa e arrastar os moradores de lá para um albergue,  longe dos olhos de curiosos, para não prejudicar a imagem do gestor. A ordem de despejo foi emitida pela Justiça Federal, a pedido do prefeito Rui Palmeira (PSDB).

Os agentes da Prefeitura e a Polícia não contavam com a reação dos moradores da favela que não aceitaram ir para um albuguerqe e reagiram à desocupação com pau e pedras.

Na favela há um problema social. Desde a gestão passada havia o projeto de se urbanizar o espaço. Um conjunto foi construído na Assis Chateaubriand para abrigar os moradores, mas uma parcela decidiu ficar, depois da intermediação de agentes do Ministério Público e autoridades que apoiaram os favelados.

Agora justiça diz que é para sair. E lá foi o Bope tirar. Mais de 50 policiais estão no local para fazer a retirada dos moradores da vila. A confusão na área é grande e o movimento Abrace a Vila dos Pescadores chegou para ajudar os moradores.

A coordenação de Direitos Humanos da OAB também foi chamada, diante da expectativa de confronto entre favelados e policiais. Máquinas da Prefeitura para a destruição dos barracos só estão esperando a hora de agir.

A Prefeitura diz que vai construir na área, com os recursos do governo federal, um Centro Pesqueiro com 60 depósitos para armazenar o pescado, três estaleiros para fabricação e conserto de barcos, uma fábrica de gelo, um galpão com 30 depósitos para acondicionamento do material de pesca e seis oficinas.

A um ano do processo eleitoral de 2016, a obra tem que ficar pronta em tempo recorde.

Deixe o seu comentário