9 de fevereiro de 2017 • 6:21 pm

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FHC depõe a Sérgio Moro e diz que Presidente não sabe de tudo

O depoimento de FHC durou cerca de uma hora e foi prestado à distância na Justiça Federal de São Paulo

Por: Da Redação
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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento nesta quinta-feira (9) ao juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. FHC foi arrolado como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e réu por crime de lavagem de dinheiro.

Questionado pelo advogado de Lula se tinha conhecimento de pagamento de propinas pagas na Petrobras durante seu governo, FHC respondeu que “o presidente da República não pode saber o que está acontecendo com muitas pessoas”. A suspeita surgiu quando o ex-diretor da estatal disse ter recebido vantagens indevidas nos anos 90, na gestão tucana. Fernando Henrique, porém, afirmou que “nunca ouviu falar” de Cerveró.

FHC: presidente não sabe tudo que se passa.

O ex-presidente afirmou também que “nunca soube de nenhuma cartelização na Petrobras”, como dizem os delatores. FHC, porém, voltou a ressaltar que “o presidente da República não sabe de tudo que acontece”. O depoimento de FHC durou cerca de uma hora e foi prestado à distância. Ele foi à Justiça Federal de São Paulo, enquanto Sérgio Moro estava em Curitiba. Veja a íntegra do depoimento nos vídeos abaixo.

A apuração investiga a transferência do acervo presidencial do também ex-presidente Lula. A força tarefa procura saber se houve uso de recursos ilegais, doados pela construtora OAS, para guardar presentes recebidos por Lula nos oito anos que esteve à frente da Presidência da República.

Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o fato de FHC ter confirmado que um presidente da República não sabe de tudo confirma a tese da defesa na ação relativa ao “triplex” e ao acervo de objetos recebidos durante seus dois mandatos presidenciais. “FHC também reconheceu ter recebido muitos presentes de chefes de Estado, além de documentos e correspondências do Brasil e do mundo e que isso integra seu acervo, entregue ao final do mandato, exatamente como ocorreu com Lula”, diz o texto.

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