6 de novembro de 2017 • 10:17 am

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FHC insiste na revoada de tucanos do governo Temer para salvar PSDB

Partido salvou Temer duas vezes de denúncias de corrupção e mantém 4 ministérios

Por: Da Redação
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Com quatro ministérios nas mãos e depois de ter ajudado Michel Temer a se salvar de duas denúncias de corrupção no governo, os tucanos, pensando nas eleições de 2018, agora já falam em abandonar o Presidente. Eles estão sendo estimulados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).

FHC prega revoada do governo Temer

O ex-presidente defende que o PSDB desembarque do governo de Michel Temer (PMDB) em bloco e já convenceu a direção do partido em São Paulo que este é o melhor caminho para salvar a legenda do naufrágio o ano que vem.

Segundo as informações do ninho tucano, o movimento de revoada deve começar no próximo final de semana, quando acontecem as convenções estaduais do partido.

Conforme informou o jornal O Globo desta segunda-feira, 6, o presidente da sigla em São Paulo, Pedro Tobias, pretende encabeçar o movimento de desembarque logo após as eleições internas da legenda. A ideia é convocar os outros dirigentes estaduais a se rebelarem contra o apoio a Temer.

De acordo com a reportagem, o deputado Ricardo Tripoli, líder do partido na Câmara, engrossou o coro e pretende se movimentar em prol da saída do partido, que tem se dividido desde a primeira denúncia apresentada contra Temer na Câmara.

Em artigo publicado em jornais neste último domingo 5, FHC defendeu que PSDB deixe o apoio a Temer até dezembro, sob pena de ser confundido com a cúpula peemedebista e virar mero coadjuvante nas eleições de 2018.

Para o tucano, o partido pagará um preço por ter se aliado a Temer e pelas acusações contra algumas de suas principais lideranças – ele evitou citar nomes como o do senador Aécio Neves, entre outros investigados.

Na avaliação do ex-presidente, o PSDB pode apresentar um nome competitivo para 2018, mas antes precisa passar a limpo seu passado recente e renovar sua alma para não ser confundido com o “peemedebismo”.

s: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria-Geral da Presidência da República), Bruno Araújo (Cidades) e Luislinda Valois (Direitos Humanos). Mas, desde de que 21 deputados tucanos votaram a favor da denúncia por corrupção passiva contra Temer, suspensa enquanto o peemedebista estiver na Presidência da República, cresce entre aliados a pressão para o governo promova uma reforma ministerial e contemple partidos mais fiéis que o PSDB, retirando-lhe as pastas. Na segunda denúncia, o partido continuou rachado e acirrou os ânimos de outros parlamentares da base para que o governo exonere os atuais ministros tucanos.

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