22 de novembro de 2016 • 11:15 am

Saúde

FPI do São Francisco descobre cemitério de placentas em Delmiro

O IMA lavrou algumas autuações, a exemplo de multa pela falta de licença ambiental, no valor de R$ 257 mil.

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

Uma unidade de saúde do Estado em Delmiro Gouveia foi flagrada na prática de crime ambiente, depois de ter construído um cemitério de placentas no quintal. Lá foram encontradas seringas sujas de sangue misturadas ao lixo comum e um prédio público funcionando sem o devido licenciamento ambiental.

As irregularidades foram encontradas pela FPI do São Francisco da Tríplice Divisa. A operação constatou ainda que os problemas, frutos do descaso administrativo, ainda são bem maiores. A fiscalização aconteceu inicialmente na Unidade Mista Antenor Serpa, no Centro de Delmiro Gouveia.

Ação da FPI acontece em várias frentes

Ação da FPI acontece em várias frentes

Administrada pelo Estado, a Unidade de Saúde não faz o recolhimento do lixo hospitalar da forma adequada e, por conta disso, as parturientes, após darem a luz, têm seus restos de placentas acondicionados em sacos que, por sua vez, são colocados dentro de buracos, no terreno que fica por trás do imóvel.

Funcionários da unidade confirmaram que o cemitério de placentas já existe há mais de quatro décadas e que esse tipo de situação ocorre porque o recolhimento do lixo hospitalar não acontece com a frequência correta por parte da empresa contratada.

E tem mais irregularidades. O material utilizado em procedimentos cirúrgicos e curativos também não é separado da maneira adequada. Parte do lixo hospitalar é misturado ao lixo comum, o que coloca em risco a saúde dos próprios funcionários, de pacientes e dos trabalhadores responsáveis por fazer o recolhimento dos resíduos sólidos.

Flagramos muitas infrações graves, numa delas, o lixo contaminado que deveria ser armazenado e recolhido por empresa especializada para posterior incineração, estava sendo descartado juntamente com o lixo comum e tinha com o destino final o lixão da cidade. Lá, os catadores certamente já devem ter se machucado com esse tipo de material”, explicou o tenente Wenderson Viana, do Batalhão de Polícia Ambiental.

Gerenciamento – A FPI identificou ainda falta de licença ambiental de operação e do plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde e ausência de projeto contra incêndio e pânico, de registro de desratização e dedetização e da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que permite a coleta, o transporte e a destinação dos resíduos sólidos de limpeza urbana.

O IMA lavrou algumas autuações, a exemplo de multa pela falta de licença ambiental, no valor de R$ 257 mil, estipulando ainda prazo para retirada e destinação adequada do material contaminado. O CREA e a Vigilância Sanitária também lavraram autos para o problemas relacionados.

Deixe o seu comentário