31 de Janeiro de 2018 • 8:33 pm

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Gasolina formulada: Fique de olho; você pode estar usando sem saber

Aprovado pela ANP, produto é considerado de qualidade inferior em relação à gasolina tradicional

Por: Fátima Almeida
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Imagem ilustrativa

Você sabe o que é gasolina formulada? Não?! Tudo bem, eu também não sabia. Mas todos nós, consumidores, temos o direito de saber. O combustível, considerado um subproduto dos derivados do petróleo – e do qual se fala ser de qualidade inferior à gasolina comum – tem autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para ser comercializado nos postos de abastecimento, e talvez seu carro até já tenha sido ‘contemplado’, sem que a você tenha sido dado o direito de escolher.

Calma. O produto não é sinônimo de combustível adulterado ou ‘batizado’, como se usa para falar de misturas ilícitas para lesar o consumidor. O combustível, feito a partir de resíduos da refinaria da gasolina comum, misturados a cerca de 200 componentes químicos mais leves – para aumentar seu rendimento – até se aproxima da gasolina tradicional, e é legal, porque tem autorização da ANP para ser produzida e consumida. Mas seu uso tem que ser uma opção clara do consumidor.

Mesmo permitida a venda, e mesmo que se cobre um preço inferior à gasolina comum (nem sei se é o caso), tem que ficar claro para o consumidor que ele está comprando um combustível de qualidade inferior; ele tem o direito de ser consultado, da mesma forma que lhe é assegurada a escolha entre a gasolina comum ou aditivada. Se ele está abastecendo, sem saber que está levando um produto de qualidade inferior, mesmo que revestido de preço ‘promocional’, essa situação é lesiva. Como se diz no jargão popular, está levando gato por lebre.

O que se diz da tal gasolina formulada é que tem menor rentabilidade (cerca de 15%, comparada à gasolina comum) e que não é assim tão inofensiva como parece. Há suspeitas levantadas por alguns mecânicos que esse tipo de combustível entope os bicos injetores e com o uso prolongado pode causar danos maiores aos veículos.

Em alguns estados já foram aprovadas leis obrigando os postos a informarem se estão usando a gasolina formulada, e a oferecerem como opção (e não como imposição) ao consumidor. Sob pena de multas. E o Procon, em algumas regiões, tem agido nessa questão, para garantir a quem está pagando, o direito de saber o produto que está levando.

Portanto, é hora de jogar limpo com o consumidor, também, por essas bandas de cá.

Uma boa pauta para o Legislativo alagoano e para o nosso Procon. Né não?

Enquanto isso, vale a dica: observe o comportamento e o consumo do seu carro e pergunte, na hora de abastecer, o que você está levando: comum, aditivada ou formulada?

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