2 de dezembro de 2015 • 4:58 pm

Saúde

Genial. Peixes são usados com eficiência no combate ao Aedes aegypti

Em município pernambucano, guarus colocados nos reservatórios de água devoram larvas e reduzem em 75% índice de infestação predial, diz reportagem do Uol.

Por: Fátima Almeida
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A falha na distribuição do larvicida usado no combate ao Aedes aegypti, deixou, muitos municípios brasileiros desarmados na batalha contra a dengue, a chikungunya e o zika vírus, nos últimos quatro meses.

O produto é comprado no exterior, mas por conta de problemas alfandegários, o Ministério da Saúde, responsável pela aquisição e distribuição, ficou impossibilitado de repassar o inseticida aos Estados desde o mês de agosto, regularizando somente na semana passada.

Pra muitos, um sério agravante na árdua tarefa de combate ao mosquito, que vem causando estragos na história da súde pública, no Brasil. Mas para o pequeno município pernambucano de Riacho das Almas, ao invés de problema, a falta do produto estimulou a busca de uma solução simples, econômica e eficaz. E qual foi ela? A distribuição de um pequeno peixe – o guaru – para devorar as larvas nos reservatórios de água, antes tratados com o larvicida.

Peixes se alimentam de larvas (Imagem: internet)

Peixes se alimentam de larvas (Imagem: internet)

O resultado, segundo reportagem do jornalista alagoano Carlos Madeiro para o portal UOL, foi uma redução de 75% na proliferação do mosquito. Ele citou dados do Ministério da Saúde, segundo os quais 82% dos focos do mosquito em Pernambuco são encontrados em reservatórios domiciliares de água, e disse que, em 37 dias, o índice de infestação predial baixou de 7,9% para 1,9%, tirando o município da situação de risco de surto.

E o custo disso tudo? Apenas R$ 270,00. Segundo a reportagem, essa espécie de peixe (que deu nome à cidade de Guarulhos -SP), é encontrada em abundância nos açudes da região,

“Na época que faltou larvicida tive a ideia de usar os peixes e pedi autorização ao prefeito, que disse que qualquer iniciativa seria boa e deveria ser tentada. Como deu muito certo, se tornou política permanente”, explicou o diretor de Vigilância Epidemiológica do município, Dilson Pinangé, ao portal UOL. Ele informou que o peixe é pescado a custo zero para o  município, em açudes da região, e que a Prefeitura entrou apenas com a aquisição de dois tanques, onde são mantidos cerca de 5 mil peixes em cada um.

Para cada tanque domiciliar com capacidade de 10.000 litros de água, os moradores recebem pelo menos dois desses peixinhos barrigudos. E advinha de que eles se alimentam? Larvas do mosquito.

 

Confira a reportagem na íntegra: 
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/12/02/com-peixe-que-come-larva-cidade-de-pe-reduz-75-de-focos-do-aedes-aegypti.htm

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