17 de janeiro de 2017 • 7:32 am

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Gilmar Mendes é um militante partidário de toga no judiciário, diz Roberto Amaral

“Ele faz política partidária dentro do judiciário”, acusa Amaral

Por: Da Redação
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Em meio as instituições brasileiras partidarizadas e, naturalmente, ridicularizadas, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, foi acusado de ser um militante partidário dentro do STF. A acusação partiu do dirigente nacional do PSB, Roberto Amaral.

Amaral é um dos autores do mandado de segurança que pede a reabertura no Senado do processo de impeachment do ministro Gilmar Mendes, no Supremo. O ex-deputado e ex-presidente nacional do PSB Roberto Amaral disse que os atos do magistrado mostram que “ele não é um juiz isento, ele é um militante da política partidária”.

“Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo, ele erra ao antecipar na imprensa seus julgamentos. As notícias publicadas com entrevistas de Gilmar Mendes mostram a parcialidade dele. Ele não é um juiz isento, ele é um militante que usa a toga para fazer política partidária. É contra isso que somos contra”, afirma Amaral, lembrando que o pedido de impeachment do ministro foi protocolado no dia 13 de setembro e arquivado dias depois pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB).

Amaral, que assina o documento com os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, Sérgio Sérvulo da Cunha e Álvaro Augusto Ribeiro da Costa e com a ativista de direitos humanos Eny Raymundo Moreira, não poupou críticas a Renan, a quem ele acusa de tomar uma decisão monocrática, sem consultar a Mesa Diretora do Senado, ao arquivar o pedido, e de defender interesses próprios, já que o senador é réu no STF e poderia sofrer algum tipo de “retaliação” da Suprema Corte ao dar prosseguimento num processo de destituição de um ministro do Judiciário.

 

 

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