17 de abril de 2017 • 4:22 pm

Brasil

Gilmar Mendes nega que tenha atuado em defesa de acordão de presidentes

Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro do STF atuou para estancar a Lava Jato, defendendo interesses de FHC

Por: Da Redação
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, manifestou repúdio a acusações de que atuou como emissário de 1 acordo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB). Os políticos teriam pactuado pela manutenção do atual presidente até 2018, para realização de eleições diretas com a participação de Lula.

Gilmar Mendes ataca o Ministério Público

O arranjo teria sido motivado pelo avanço da Lava Jato sobre setores político e econômico. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. PauloGilmar afirmou:

“Repudio a insinuação publicada no jornal Folha de S. Paulo segundo a qual sou emissário de quem quer que seja. Quem acompanha minha vida pública sabe que atuo com desassombro no interesse das instituições.”

Conforme a publicação, haveria o temor de que um candidato “outsider” ou “aventureiro” ganhasse força em 2018,  pois o capital políticos de nomes tradicionais estaria drenado pelas investigações. Eis a íntegra da nota divulgada pelo presidente do TSE:

“Senhores editores,

Repudio a insinuação publicada no jornal Folha de S. Paulo segundo a qual sou emissário de quem quer que seja. Quem acompanha minha vida pública sabe que atuo com desassombro no interesse das instituições.

Os encontros que mantenho são públicos e institucionais, voltados para a necessidade de reforma política e eleitoral. Falo em nome e no interesse da Justiça Eleitoral e –acredito– do Brasil.

Sempre defendi a reforma política e é o que faço desde de que assumi o Tribunal Superior Eleitoral. O atual sistema eleitoral brasileiro está exaurido e as denúncias de corrupção comprovam isso. Foi esse sistema que nos deu o mensalão e o petrolão. Precisamos separar os candidatos do dinheiro. Estou certo de que essa é a oportunidade para reformar o modelo com objetivo de fortalecer nossa democracia.

Deixe o seu comentário