17 de Março de 2017 • 8:28 am

Brasil

Gilmar Mendes realiza jantar para salvar a pele de Temer, Aécio, Serra e aliados

Na reunião de denunciados na Lava Jato, Serra propôs a desconstitucionalização do processo eleitoral, para facilitar a vida de todos

Por: Da Redação
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Com todos queimando na fogueira da corrupção, eis que o senador José Serra (PSDB), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, e o presidente da República, Michel Temer, se reunem em busca de uma alternativa para salvar a pele dos aliados. A reunião foi em um jantar na casa de Mendes, o magistrado, e Serra encontrou a solução que é remendar a Constituição Federal.

Ministro Gilmar e Aécio Neves

Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, além de  Serra e Temer, foram também convidados para o jantar da salvação oferecido por Gilmar Mendes, o senador Aécio Neves (PSDB) e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Antes, a reuniões eram clandestinas e aos domingos. Agora Mendes, que preside o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, já não se esconde mais. Dessa reunião, José Serra, também denunciado por corrupção na lava jato, como os demais participantes do jantar, propôs a desconstitucionalização do sistema eleitoral para que todas as mudanças sugeridas na reforma política possam ser feitas por projeto de lei.

Uma mudança na Constituição precisa ser aprovada em duas votações na Câmara e duas no Senado, com quórum de três quintos dos parlamentares. Um projeto de lei, no entanto, pode passar por maioria simples, com apenas um turno de votação em cada Casa.

Serra também prega o parlamentarismo e pediu a Eunício que crie um grupo para discutir o sistema de governo. Embora o próprio Temer tenha ouvido com interesse a proposta do tucano, aliados do Palácio do Planalto disseram ao Estado que a ideia não é factível a curto prazo.

O novo modelo defendido pela cúpula do governo, do Congresso e do próprio TSE prevê mudanças que não precisem de PEC, como a autorização para que as legendas usem o Fundo Partidário em campanhas e as listas fechadas de candidatos. Por essa fórmula, os partidos escolhem os concorrentes que compõem a chapa e os eleitores votam apenas na legenda.”

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